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Em "50 Tons de Cinza", os personagens fazem sexo usando saliva como lubrificante









A vacinação é uma realidade e finalmente as pessoas estão podendo voltar a sair e reativar a rede de contatinhos ! Viva a ciência! Para quem está voltando ao mundo dos encontros e está em dúvidas sobre como arrasar na primeira transa com alguém , paira sempre aquela dúvida: o que não fazer na hora H?

Em uma roda de amigos, na Internet e em grupos de redes sociais, entre um papo e outro, falar sobre “erros” ou padrões, muitas vezes influenciados pela pornografia, que acontecem na hora H pode render muita risada, mas também servir como alerta para não cometer gafes. Para ajudar nesse momento,  o iG Delas preparou um guia completo das posições sexuais  que pode ajudar a aprimorar o que você mais gosta.

Cada pessoa gosta de coisas diferentes na relação sexual, mas algumas situações acabam entrando em senso comum quando o assunto é não gostar ou gerar constrangimento. Cinco mulheres, que preferiram se manter anônimo, afirmaram que usar os dentes na hora do sexo horal é um erro muito grave, já que pode machucar tanto a vulva, quanto o pênis. 


Essas situações constrangedoras não se aplicam somente a técnicas sexuais, mas também comportamentos na hora do sexo. A terapeuta orgástica e doula Juliana Thaisa conta 5 coisas que devem ser evitadas na relação e também  como apimentar a hora H.


Evite os dentes 


No sexo oral, os dentes não são bem-vindos! Thaisa afirma que é muito importante ter cuidado nesta região, que é muito sensível. Se a pessoa em questão não tem fetiche em relação a essa prática, os dentes podem machucar, são desconfortáveis e não proporcionam prazer algum.


“Dente na vulva, no clitóris ou na glande do pênis é horrível porque é um lugar muito sensível, pode machucar. Pode dar uma arranhadinha, depois a mulher vai tomar um banho e vai passar um sabão, alguma coisa vai arder. O dente é muito perigoso tanto na glândia do pênis como no clitóris”, diz.

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Ciúme de brinquedos sexuais


Na hora H,  os acessórios sexuais são amigos e não inimigos! Thaisa explica que o sexo padrão hétero é muito focado na penetração e isso faz com que o homem se sinta ameaçado quando uma parceira deseja usar o vibrador. “Às vezes a mulher não está tendo um orgasmo com ele, mas na hora que ela usa o vibrador ela vai ter. Então os homens eles acabam vendo o vibrador como se fosse uma competição de quem proporciona mais prazer ali”, conta. 


Nesses momentos, o ideal é se permitir curtir muito. A terapeuta orgástica ressalta que o sextoy não tem que ser visto dessa forma e sim, como algo que pode auxiliar no prazer. “Ciúmes de vibrador na hora da relação acaba deixando a mulher extremamente desconfortável e não tem absolutamente nada a ver uma coisa com a outra”, afirma. 


Dispensar lubrificante 


Esse erro é bem comum! A lubrificação é extremamente necessária para evitar machucados e atritos perigosos. Thaisa conta que introduzir o dedo, pênis ou qualquer outro sextoy no canal vaginal ou no ânus com força, sem lubrificação e sem tomar cuidado com a unha não é nada confortável! 


A terapeuta orgástica explica que existe a penetração passiva, que começa mais devagar, e a ativa, que é mais rápida. Em todas as formas, é essencial relembrar que a saliva não é lubrificante! Fazer uma transição calma e prestando atenção nos detalhes faz toda a diferença na hora do prazer. 


“Tem que tem que sentir com calma, massagear antes pra depois ir introduzindo o dedo com calma e não já colocar de uma vez. Deixa passar primeiro essa pontinha do dedo ali onde tem a unha e aí depois tá tudo certo. Então qualquer tipo de penetração seja o dedo ou o pênis não dá pra ir tipo de primeira, já ir com tudo sem dar essa atenção se realmente está lubrificado”, diz. 

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Constrangimento após flatos vaginais 


Quando ocorrem os flatos vaginais, também conhecidos como “xoxopeidos” ou “pulvagi”, as mulheres tendem a ficar envergonhadas e até podem perder o tesão. Isso é absolutamente normal! Thaisa conta que muitos homens — e até mulheres — não tem noção do que acontece e acabam constrangendo a parceira. 


“É uma reação normal do organismo pra expelir o ar do canal vaginal. Então não devia causar nenhum constrangimento, porque é completamente normal e é só ar, não produz cheiro ou odor”, diz. Algumas posições como de quatro podem facilitar que esses flatos ocorram. Thaisa relembra que é importante normalizar esses acontecidos, que são naturais do organismo. 


Nojo da ejaculação feminina


A ejaculação feminina, como é conhecido o squirting , também é algo que muitos homens não tem conhecimento e mulheres acabam acreditando ter alguma questão fisiológica ou não ser normal. Pessoas com vulva no sexo podem ter o orgasmo (que é a sensação e reação do corpo) e a ejaculação, quando o orgasmo acontece junto com um líquido expelido pela uretra. 

Thaisa explica que quando o orgasmo vem de forma intensa, a ejaculação pode acontecer e ser confundida com a urina. “Eu já ouvi vários relatos, um de que a mulher estava transando na casa de um parceiro e ela ejaculou muito. Aí o parceiro foi super grosseiro, achando que ela tinha feito xixi”, relembra. Ela ressalta que essa é mais uma reação natural que não precisa virar uma torta de climão! 


Como melhorar?


“Não são erros, são padrões, é falta de informação, falta de educação sexual e a galera meio que reproduzindo algumas coisas sem muito entendimento”, diz. Alertar o parceiro sobre essas repetições é uma boa ideia, mas para quem quer evitar parecer grosseira ao apontar essas questões, Thaisa indica conduzir a pessoa a fazer a da melhor forma. 

“Se ela percebeu que está lá, recebendo um sexo oral e estão chupando o clitóris com muita força ou colocando o dente, ela pode falar ‘passa mais a língua nessa intensidade, eu sinto mais prazer desse jeito’. Ao invés de apontar o erro, ela pode apontar como ela gosta”, diz. 

Para turbinar a relação e garantir o prazer de todos os lados, a terapeuta conta que é preciso que o sexo esteja fluindo de uma forma boa para quem esteja participando, tem que estimular com toques, beijo lento, olho no olho, beijos no corpo inteiro, toques suaves com as pontas dos dedos, lambidas e etc . 

“Esse toque desperta eletricidade da pele, então a pele fica mais sensível, nossa pele é o nosso maior órgão sexual. Quando a pele inteira, o corpo inteiro lá dos pés até a cabeça, braços, pernas, costas, barriga, bumbum, pescoço... Tudo quando é estimulado com essas pontinhas dos dedos, com essa língua e tudo mais fica muito mais sensível e isso vai elevando o nível de sensibilidade. Elevando o nível de excitação, quando aquela pessoa chegar a um orgasmo, aquele orgasmo vai ser muito intenso porque aquele corpo recebeu o devido estímulo”, completa. 

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