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Representatividade importa! Em 2018, mulheres empoderadas mostraram que intolerância e pressão estética são combatidas com amor próprio

2018 foi mais um ano de aprendizados, especialmente para nós, mulheres. Para cada caso de intolerância, preconceito e desigualdade de gênero, sempre tinha uma mulher para mostrar que os tempos mudaram e não aceitamos mais injustiças. E mudança se começa de dentro para fora. Por isso, quando o assunto é autoaceitação, podemos dizer que as mulheres deram um show de autoestima e mostraram que o mundo está mesmo mudado - e para melhor.

Leia também: Quebrando padrões: 5 vezes que modelos plus size recriaram fotos de famosas

Mulheres empoderadas mostram como a autoestima pode ajudar outras mulheres a aceitarem seus corpos como eles são
shutterstock
Mulheres empoderadas mostram como a autoestima pode ajudar outras mulheres a aceitarem seus corpos como eles são


Para exaltar a autoestima feminina, muitas mulheres decidiram quebrar padrões e mostrar como transformaram suas fraquezas em ferramenta de empoderamento e incentivo para outras mulheres. E a internet ajudou muito a fazer com que o recado fosse passado de forma acessível e alcançasse o maior número de mulheres possível.

Teve modelo plus size mostrando que todos os corpos são maravilhosos, blogueira mais velha provando que ser influenciadora independe da idade, mulheres com deficiência física rompendo tabus… enfim, foram vários casos de “ body positive ” onde o amor próprio venceu a pressão estética e o Delas separou alguns para você relembrar e se inspirar.

5 vezes em que mulheres mostraram que autoestima importa

  • Mulher de 53 anos mostrou que estilo não tem limite de idade
Tour da autoestima: Grece Ghanem mostra, aos 53 anos anos, que é possível ser influenciadora, independente da idade
Reprodução/Instagram/greceghanem/
Tour da autoestima: Grece Ghanem mostra, aos 53 anos anos, que é possível ser influenciadora, independente da idade

Aos 53 anos, Grece Ghanem tem mais de 56 mil seguidores no Instagram e faz sucesso ao compartilhar seus looks e mostrar que estilo não tem limite de idade . Porém, essa carreira como influenciadora digital é algo recente, já que antes de entrar para o mundo das redes sociais, a libanesa trabalhou como microbiologista e, também, como personal training.

Para ela, o Instagram passou de uma brincadeira para uma responsabilidade. A maior parte de seus fãs é formada por mulheres na casa dos 20 aos 30 anos. Ela pretende mostrar para essas pessoas que não há problema algum em envelhecer e que é possível mudar de fase na vida sem perder o estilo.

Com isso, ela quer mostrar a representatividade de mulheres mais velhas nas redes sociais e combater a discriminação etária. "É importante se manter visível! Quando as mulheres ultrapassam certa idade, elas não são mais vistas", diz à Vogue. "Fico desapontada [que mulheres mais velhas] não são representadas nas passarelas ou em revistas."

  • Modelo emocionou ao encarar doença em programa de TV
Tour da autoestima: Jeana Turner dá aula de autoaceitação após se aceitar sem peruca
Reprodução/YouTube/Instagram
Tour da autoestima: Jeana Turner dá aula de autoaceitação após se aceitar sem peruca

O cabelo costuma ser uma parte importante do visual feminino, mas a modelo Jeana Turner conseguiu mostrar que sua beleza vai muito além disso. Ela sofre de uma condição chamada alopecia areata, uma doença autoimune que causa a  queda de cabelo em partes do couro cabeludo.

Por muito tempo, ela usou peruca, mas em uma prova do reality show de moda "America’s Next Top Model", a modelo precisou se encarar sem os fios. O momento da retirada foi marcado por muita emoção e choro, mas aquele foi um passo importante para Jeana aceitar a alopecia areata.

Desde a sua participação no programa, ela passou a se olhar de uma forma diferente e tem sido uma inspiração para muitas outras mulheres com a doença e que sofrem com a perda dos cabelos, como as que estão em tratamento do câncer. “Na verdade, faz mais de um ano que não tenho usado peruca, e isso é incrível”, afirma em entrevista ao site Yahoo Lifestyle . “Eu me amo com e sem cabelo”, garante. 

  • Modelos plus size protestaram contra falta de representatividade
Tour da autoestima: modelos plus size protestam contra falta de diversidade de marca de lingerie
Reprodução/Instagram
Tour da autoestima: modelos plus size protestam contra falta de diversidade de marca de lingerie

Em novembro, a marca de lingerie Victoria’s Secret, conhecida por seu tradicional desfile de moda com lingeries exuberantes, foi alvo de  críticas de modelos plus size  quando, questionado pela revista Vogue sobre a falta de modelos plus size e transgêneros participando do desfile, o diretor criativo da marca, Ed Razek chegou a dizer: “Não acho que podemos representar todos os consumidores. O show é uma fantasia para o entretenimento".

Em tempos de diversidade, a declaração gerou incômodo entre consumidores e modelos. Como resposta à declaração polêmica, a modelo norte-americana Tabria Majors rebateu: "Então, Ed Razek, você tentou fazer um desfile plus size há VINTE ANOS e não funcionou? Se ainda não entendeu, #bodypositivity está aqui para ficar! Tente de novo", escreveu em seu perfil no Instagram.

Além de Tabria, outras modelos também se manifestaram. A norte-americana Tess Holliday, que também é uma inspiração para mulheres gordas e obesas que estão no caminho para a autoaceitação , foi uma delas. “Quem precisa da Victoria’s Secret? Eles nunca apoiaram mulheres plus size e agora estão tentando fazer o mesmo com minhas irmãs trans. Inferno. Beije a minha bunda gorda”, escreveu.

  • Marcas no corpo viram inspiração
Tour da autoestima: Lorena tem uma marca de nascença que cobre mais da metade de seu corpo - e exalta amor próprio
Reprodução/Instagram/underneath_we_are_women
Tour da autoestima: Lorena tem uma marca de nascença que cobre mais da metade de seu corpo - e exalta amor próprio


A mexicana Lorena Bolanos, de 24 anos de idade, tem uma marca de nascença que cobre mais da metade de seu corpo, além de diversas outras manchas espalhadas pela pele . Por causa da marca de nascença, ela sofreu bullying na escola, a ponto de escreverem que ela deveria se suicidar.

Lorena decidiu então que era o momento de parar de odiar o próprio corpo, parar de ouvir os comentários cruéis e começar a se amar como é. Desde então, ela já compartilhou muitas outras fotos nas redes sociais, se tornou inspiração e este ano foi convidada para participar do projeto "Underneath We Are Women", sobre positividade corporal e beleza feminina.

"Por toda a minha vida eu me cobri porque tinha vergonha, mas decidi contar minha história e mostrar as minhas marcas", comenta. "Eu nunca sonhei com a resposta que receberia. Muitas mães começaram a me mandar mensagens sobre como suas filhas se inspiravam em mim. Quero ser mais aberta sobre o meu corpo porque quero mudar o conceito de beleza. Antes, minha marca de nascença não era linda, mas eu aprendi a me aceitar e amar o meu corpo, porque é o único que tenho", finaliza.

  • Cantora inspira mostrando prótese
Tour da autoestima: Marsha quer mostrar a outras pessoas que não é preciso se esconder
Reprodução/Instagram/marshaellemusic
Tour da autoestima: Marsha quer mostrar a outras pessoas que não é preciso se esconder

 A cantora e compositora Marsha Elle vem ganhando visibilidade nas redes sociais por um talento que vai além da música: ela se tornou um exemplo dentro do movimento "body positive" depois que uma foto em que aparece exibindo a prótese que usa na perna viralizou no Instagram.

Marsha nasceu com uma condição rara chamada "deficiência femoral proximal focal", que afeta a pelvis e causa má desenvolvimento na perna. Por causa disso, ela usa uma prótese. "Quando criança eu era muito insegura", afirma em entrevista ao Metro UK. "Eu usava roupas largas para cobrir minha perna e evitar que as pessoas fizessem comentários maldosos e ficassem me encarando."

Ao ter contato com outras pessoas que tiveram que amputar algum membro, Marsha iniciou um processo de autoaceitação e decidiu compartilhar fotos onde a prótese aparece para inspirar outras pessoas.

"Eu não poderia esperar que meus fãs amassem minha música e minha marca se eu não pudesse me amar — seria muita hipocrisia. Como uma mulher adulta, eu aprendi a aceitar minha amputação. É isso que me torna corajosa: superar meus medos de mostrar minha prótese para o mundo", finaliza. 

Não existe fórmula secreta para desenvolver amor próprio e ignorar os padrões impostos todos os dias pela mídia e pela sociedade preconceituosa. Tudo é construção. Sabemos que a caminhada para um presente sem sofrimento é longa, mas enquanto houver mulheres mostrando que a autoestima importa e que todas nós podemos ser felizes com nossos corpos do jeito que eles são, vai ser mais fácil chegar ao objetivo. Juntas somos mais fortes e vamos conseguir.


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