Levantamento feito pela empresa de pesquisa de mercado Medimix International, com apoio da farmacêutica MSD, aponta que entre os métodos contraceptivos disponíveis no mercado os mais utilizados pelas mulheres jovens brasileiras são a tradicional  camisinha e as pílulas anticoncepcionais (42% e 32% respectivamente).

Entre os métodos contraceptivos disponíveis no mercado, a camisinha masculina é um dos mais comuns, mas também exige cuidados no uso, como não usar duas de uma vez só, já que o atrito pode rasgar o preservativo durante o sexo
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Entre os métodos contraceptivos disponíveis no mercado, a camisinha masculina é um dos mais comuns, mas também exige cuidados no uso, como não usar duas de uma vez só, já que o atrito pode rasgar o preservativo durante o sexo

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A pesquisa sobre métodos contraceptivos e hábitos sexuais coletou pela internet a opinião de 1.642 pessoas das classes C, D e E entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017. Além do Brasil, os países que também participaram do levantamento foram Argentina, Chile e México.

No geral das entrevistadas, incluindo os outros países, 23% usaram camisinha e 21% optaram pela pílula ao menos uma vez, mas 40% nunca usaram pílula e 30% nunca usaram camisinha.

Os preservativos são a forma mais popular de proteção não apenas contra uma gravidez indesejada, mas também contra uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível). Seu uso, porém, ainda gera algumas dúvidas. É preciso, por exemplo, alerta ainda hoje que tanto a camisinha feminina quanto a masculina devem ser usadas de forma única, não combinadas, já que o atrito pode fazer com que a camisinha se rompa.

Já a pílula anticoncepcional  é considerada a mais segura entre os métodos contraceptivos, mas vale lembrar que ela exige uso contínuo e de forma correta. Não dá para se esquecer de tomar no dia e hora certa, já que isso pode interferir na eficácia, da mesma forma que enjoos, diarreias e até outros medicamentos.

Outro problema é que nem toda mulher vai se dar bem com o método por conta dos efeitos colaterais, então é essencial ter certeza de que a pessoa pode usar a pílula para não ter, no futuro, problemas de saúde.

Outros métodos contraceptivos

Preferência pela camisinha e as pílulas está diretamente relacionada ao acesso pelo sistema de saúde aos métodos contraceptivos, ao menos no caso das brasileiras: 69% das jovens dizem ter acesso gratuito à camisinha e 51% à pílula
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Preferência pela camisinha e as pílulas está diretamente relacionada ao acesso pelo sistema de saúde aos métodos contraceptivos, ao menos no caso das brasileiras: 69% das jovens dizem ter acesso gratuito à camisinha e 51% à pílula

O implante subcutâneo contraceptivo  surgiu nos últimos anos quase como uma revolução, muito foi falado sobre seus possíveis benefícios, mas ele é muito raramente usados pelas jovens brasileiras, segundo o levantamento.

Entre as entrevistadas, 66% afirmaram conhecer o método hormonal, mas nunca chegaram a usar, enquanto 32% nem ao menos conheciam essa forma de contracepção, em que um bastonete é inserido sob a pele da mulher para atuar mais ou menos como a pílula.

Resultados semelhantes foram observados quando os métodos contraceptivos são injeção, adesivo, DIU e anel vaginal. Nesse caso, 85% das mulheres jovens declararam não ter acesso aos métodos anticoncepcionais mencionados.

Desta forma, a preferência pela camisinha e as pílulas está diretamente relacionada ao acesso pelo sistema de saúde. No Brasil, 69% das jovens dizem ter acesso gratuito à camisinha e 51% à pílula. No entanto, apenas 1% delas tem acesso ao implante, por exemplo.

Escolha pelos métodos contraceptivos

Maioria das brasileiras afirma que usaria métodos contraceptivos mesmo se o parceiro usasse também o preservativo, por outro lado metade dos brasileiros ouvidos na pesquisa não se sentem confortáveis usando a camisinha no sexo
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Maioria das brasileiras afirma que usaria métodos contraceptivos mesmo se o parceiro usasse também o preservativo, por outro lado metade dos brasileiros ouvidos na pesquisa não se sentem confortáveis usando a camisinha no sexo

Além do fato dos preservativos e da pílula serem muitas vezes distribuídos pela rede pública, eles também costumam ser os métodos contraceptivos mais recomendados pelas mães de acordo com o levantamento que também considerou a opinião das responsáveis pelas jovens. No Brasil, eles são a preferência de 45% e 24% das entrevistadas, respectivamente, seguido da injeção (21%).

E o medo de uma gravidez indesejada é tanto que a grande maioria das jovens brasileiras entrevistadas, um total de 84%, afirma que usaria um método contraceptivo mesmo com o parceiro usando a camisinha na hora do sexo.

Em relação aos parceiros, que também foram ouvidos pela pesquisa, cerca de 60% dos brasileiros afirmam estar envolvidos na escolho do contraceptivo a ser usado na relação ou pela parceira. Mas enquanto 48% acreditam que a mulher tem o direito de se proteger, apenas metade dos entrevistados se sentem confortáveis de usar o preservativo.

Os dados ainda mostram que 63% dos parceiros não sabem usar o método da forma correta e acabam não sentindo prazer na hora do sexo com camisinha . O principal problema disso é que metade dos homens afirmam já ter feito sexo desprotegido.

Vale falar que o levantamento aponta que, à medida que a jovem evolui sexualmente, o parceiro se torna o principal confidente, não os pais ou algum médico que a acompanhe. É com o companheiro que ela prefere compartilhar suas preocupações sobre gravidez não planejada e o uso de métodos contraceptivos.

Já quando a mulher precisa tomar uma decisão de como se proteger de uma gravidez indesejada, 42% das jovens brasileiras consideram a segurança e menos efeitos colaterais em primeiro lugar, seguido da conveniência (21%) e da manutenção da fertilidade a longo prazo (16%).

As maiores preocupações dessas mulheres quando o assunto é contracepção são os riscos que cada método pode gerar, quais são os mais eficazes e quais os mais modernos.

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Ao todo participaram 814 mulheres de 18 a 21 anos, 620 mães de meninas pré-adolescentes (entre 9 e13 anos) e adolescentes (entre 14 e 20 anos) e 208 homens maiores de 18 anos. No Brasil, a pesquisa ouviu 416 pessoas de todas as regiões do país, sendo 211 mulheres jovens, 151 mães e 54 parceiros. A pesquisa baseou-se em três temas:

  • Questões relacionadas à sexualidade em geral: visitas ao profissional de saúde, nível de autopercepção de conhecimentos sobre questões de saúde reprodutiva e sexual, início de atividade sexual e principais preocupações relacionadas a isso;

  • Questões referentes aos métodos anticoncepcionais: nível de conhecimento, uso e preferências;

  • Perguntas relacionadas à gravidez não planejada: nível de preocupação, consequências, fontes de informação/pessoas de quem as jovens dependem ou preferem ao tomar uma decisão e formas de preferência para receber as informações relacionadas à saúde reprodutiva e sexual.


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