Junto com um cargo melhor vem também mais responsabilidades. Você está pronto para assumi-las? Faça o teste

Desejar um emprego melhor, muitas vezes, significa desejar um salário maior. O problema é que não é só a renda que deverá aumentar quando aquela promoção finalmente sair ou quando você encontrar uma oportunidade de trabalho melhor em outra empresa.

“Nem todo mundo entende que nada vem de graça. Uma remuneração mais alta traz mais trabalho. Para que a pessoa não peça por algo que não está preparada para assumir, sempre oriento a observar a rotina de alguém mais sênior na empresa. Veja não só o lado bom, mas também as cobranças que ele sofre”, ensina a executiva e coach Ana Luisa Pliopas.

Faça o teste elaborado pela consultora Adriana Gomes, diretora do site Vida e Carreira :

O analista de sistemas Christiano Rodrigues, 33, não tem medo do que vem depois de uma promoção. “Sei bem qual a minha capacidade. Hoje sou maduro o suficiente para entender o que um cargo melhor vai exigir de mim”, diz. Ele conta que já passou várias vezes pelo processo de negociar uma promoção. Mas sempre o fez após uma análise criteriosa das suas competências.

Os primeiros passos
Afinal, como saber se você merece, e acima de tudo, está preparado para ter um emprego melhor ou obter uma promoção dentro da empresa em que trabalha? De acordo com a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching Flora Victoria, a primeira coisa que a pessoa deve se perguntar é se ela quer uma carreira de liderança ou técnica. “Temos ótimos profissionais que desejam ficar como técnicos. Isso é uma opção pessoal. Se quiser uma carreira de liderança, vai precisar saber onde se encontra e qual o caminho para alcançar o cargo que almeja.”

Se a pessoa não estiver preparada, vai precisar montar um plano de ação para preencher as lacunas na formação necessária para um crescimento na carreira. Segundo a consultora de carreira e diretora do site Vida e Carreira Adriana Gomes, muitas pessoas já estão preparadas, falta apenas uma oportunidade de crescimento. “Em algumas organizações não há titulações adequadas, mas a pessoa pode já estar com atribuições acima do seu cargo. Muitos gerentes, por exemplo, ainda são coordenadores. Para a empresa significa ter uma pessoa com capacidade gerencial em cargo com remuneração menor.”

“É importante ver o que outras empresas pedem. Às vezes, a pessoa está há muito tempo no mesmo emprego e não sabe se o mercado mudou. Isso é muito importante para estabelecer competências”, afirma Adriana. Quando a pessoa observou o que a empresa e o mercado pedem da função que ela deseja alcançar e percebe que seus conhecimentos técnicos estão de acordo com o que é exigido, precisa analisar também seu controle emocional.

“Uma das formas de observar como anda seu controle emocional dentro do ambiente corporativo é reparar se você perde a paciência muito facilmente quando é criticado durante uma reunião, por exemplo. Posições de liderança exigem autocontrole e habilidade de contra-argumentação”, ressalta Ana Luisa.

Ficar ou sair?
Se depois de uma avaliação rigorosa você perceber que está preparado para crescer profissionalmente, é hora de tomar a decisão de continuar na mesma empresa ou procurar o mercado. O coach José Roberto Marques faz questão de ressaltar que é aconselhável procurar essa oportunidade de crescimento primeiramente na empresa atual. Mas não descarta a possibilidade da mudança de emprego.

“A pessoa precisa, antes de tudo, ver se a estrutura organizacional no seu local de trabalho permite seu progresso. Se ela vir que a empresa não tem um plano de carreira condizente com o que deseja, é hora de procurar outro local para poder se desenvolver”, afirma José Roberto.

Se a decisão for tentar ficar na mesma empresa, Ana Luísa ensina que a melhor forma de conversar com o gestor é estar disposto a entender o cenário do momento dentro da organização. “Fazer cobranças é um pouco intimidante. A possibilidade do gestor assumir uma posição defensiva é muito grande. Explique que a sua intenção é poder contribuir com a empresa e se existe um novo desafio para você previsto. Essa é uma boa forma de abordar este assunto.”

Motivações
O analista de sistemas ressalta que a maturidade o deixou mais cauteloso. “Muitas vezes eu pedia demissão por impulso. Cheguei a me arrepender, mas aí já era tarde. Com a idade, passamos a ter mais cuidado com as escolhas que fazemos e outros fatores ganham importância como ser reconhecido e ter uma boa qualidade de vida”, diz Christiano. Ele não está sozinho. De acordo com a Pesquisa dos Executivos 2011, divulgada pela Catho Online, a motivação muda na hora de procurar um emprego de acordo com a faixa etária.

Segundo a pesquisa, a maioria dos jovens de até 20 anos (34,8%) procuram emprego para poder melhorar seu padrão de vida. Já na ponta oposta do gráfico, onde estão os profissionais com mais de 60 anos, mostra que o objetivo desta faixa etária é se sentir útil (31,85%).

“O que a gente pode ver é que os jovens procuram se estabelecer financeiramente, enquanto os profissionais que estão há mais tempo no mercado querem qualidade de vida e efetivamente trabalham com o que gostam ou traga algum tipo de satisfação, que vai além da remuneração”, afirma a gerente de comunicação da Catho Online Carolina Stilhano.

Na contramão das pessoas da sua idade, a estudante Bárbara Trevisan, 18, deixa a remuneração em segundo plano. Ela conta que precisa estar sempre aprendendo para obter satisfação pessoal em seu trabalho. “Eu pedi para sair da última empresa porque não aprendia mais na função que eu estava. Eu fui honesta com a minha ex-chefe e acabei mudando de emprego. Eu sabia que merecia crescer.” Bárbara conta que não se arrependeu de sua decisão. “O salário não tem uma importância tão grande para mim, ainda. Acho que não dá para viver sem dinheiro, mas viver com pouco é melhor do que viver infeliz”, afirma a estudante.

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