Especialistas dão dicas para evitar gafes cometidas por internet, mensagem de texto ou em redes sociais

Saia justa: discrição e cuidado são os antídotos para as gafes modernas
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Saia justa: discrição e cuidado são os antídotos para as gafes modernas
"Quem não se comunica se trumbica", como dizia Chacrinha. Mas quem se comunica... também corre o risco se 'trumbicar'. Se antes as fofocas e comentários desagradáveis eram feitos ao pé do ouvido, agora as tecnologias permitem a comunicação através de celular, laptops, redes sociais - e aumentam também as chances de cometer gafes. Conversamos com experts que ensinam como evitar as saias justas modernas - e como sair delas.

A saia justa: mensagem para a pessoa errada
Você está conversando com uma colega de trabalho e com sua chefe em janelas distintas no MSN. Sem querer, acaba mandando um comentário maldoso sobre sua superiora para a própria, em vez de enviá-lo para sua amiga.

O deslize de enviar uma mensagem para o destinatário errado também pode acontecer pelo celular, em mensagens de texto, ou em grupos de discussão por e-mail, quando se troca o "responder" pelo "responder a todos" - e assim aquela amiga do grupo fica sabendo que você acha que ela anda meio chatinha, quando seu comentário era destinado a apenas uma pessoa da turma.

A saída
Dê um tempo, procure a pessoa e se desculpe. "Explique que o comentário maldoso não expressa necessariamente o que você pensa dela, mas como estava se sentindo naquele momento", sugere Lícia Egger-Moellwald, consultora de imagem e etiqueta e coautora do livro "Competência Social: Mais que Etiqueta, uma Questão de Atitude" (editora Totalidade).


A saia justa: não aceitar um novo amigo
Uma ex-chefe, com quem você tem pouco contato, a adiciona no Facebook. Você usa o espaço para contar como anda a vida e fazer piadas com os amigos, e não ficaria à vontade com o acesso dela a suas informações.

A saída
Simplesmente não aceite o convite. Se preferir, diga a ela, quando se encontrarem, que não usa muito o sistema e prefere manter contato por outros meios. "Não é preciso aceitar todo mundo. Pode-se recusar um convite a partir de uma triagem em cima do seu bom-senso, ou do setor em que você atua", diz Maria Aparecida Araújo, consultora de comportamento profissional, social e internacional, do Rio de Janeiro.

A saia justa: usar a tecnologia para terminar uma relação
O relacionamento que começou há pouco prometia, mas esfriou logo. Você está sem graça de marcar um encontro só para terminar o que mal havia começado e pensa "por que não pelo celular?"

A saída
Não caia nesta tentação! Por menor que tenha sido, uma relação deve ser terminada olho no olho. "É lamentável terminar dessa forma", resume Maria Aparecida.

A saia justa: chamada involuntária
Com o celular no bolso, você entra na sessão de terapia. Ao sentar-se, ele disca sozinho o último número chamado - e seu namorado ou marido ouve uma sessão inteira de reclamações sobre ele. Coisas do tipo, mas bem piores, podem acontecer com celulares fora de controle. Como a esposa ouvir a conversa do marido em um encontro com a amante, ou ele escutar a performance dela no motel com outro.

A saída
Tenha atenção redobrada com seu celular em situações íntimas. Depois que a situação está feita, não tem conserto. Por isso, desligue-o ou deixe-o dentro da bolsa, em lugar seguro.


A saia justa: troca-troca de status
Aquela relação que decolou a partir de uma balada durou dois meses - mas seu perfil do orkut e do Facebook já assinalava "comprometida". Agora, você troca para solteira - mas em duas semanas, sua amiga apresenta um colega de trabalho e ele te convida para um cinema. E lá está você diante do perfil, voltando para "comprometida" de novo.

A saída
Se você não quer que os próximos passos de sua vida amorosa virem objeto de bolsa de apostas entre sua rede de amigos, é melhor esperar um tempo para trocar seu status de relacionamento. "O ideal é alterar essa informação no momento em que você tiver certeza do relacionamento", recomenda Ligia Marques, consultora de etiqueta e marketing pessoal, de São Paulo. "Enquanto estiver na dúvida, deixe em branco", sugere.

A saia justa: síndrome de hiperconectividade
No restaurante, a pessoa com quem você está jantando - seja um colega de trabalho ou um amigo que você não vê há tempos - passa o tempo todo twitando e checando o email pelo celular.

A saída
Peça, delicadamente, para a pessoa concentrar as atenções na refeição e no bom papo que vocês podem ter ali, juntos. Se isso não funcionar, você pode tolerar os maus modos do seu acompanhante - ou não. "Eu me levanto e vou embora", conta Claudia Matarazzo, consultora de etiqueta e autora do livro "A Nação (quase) Invisível das Pessoas Com Deficiencia" (Melhoramentos), sobre inclusão social.

A saia justa: desabafo no lugar errado
No finzinho do dia, seu chefe pede um relatório para hoje. Inconformada em ter que trabalhar até mais tarde, você solta um comentário para desabafar no Twitter. E no Facebook. E ele lê no dia seguinte.

A saída
Tudo que é publicado na internet se amplia, se espalha e dura mais do que as palavras ditas. E ainda pode ser tirado de contexto. Por isso, não pense que você está protegida por estar atrás de um computador. "É preciso saber que estas ferramentas virtuais são, na verdade, ferramentas invasivas", alerta Claudia. A velha máxima de pensar antes de falar se aplica a este caso. "Antes de postar algo sobre alguém, pense se você gostaria de ver aquilo sobre você mesmo publicado na internet", recomenda Ligia Marques.

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