Procurar novas colocações, avaliar o perfil da empresa e se colocar na vitrine são atitudes que ficaram mais fáceis com a ajuda da rede


A designer de moda Caísa encontrou seu último emprego pelo Facebook
Alvinho Duarte/Fotoarena
A designer de moda Caísa encontrou seu último emprego pelo Facebook



Para ganhar agilidade na corrida por um novo posto, a internet é um ótimo recurso. É uma fonte vasta de pesquisa e de acesso rápido, fácil e, muitas vezes, gratuito. A designer de moda Caísa Cazeiro, 23 anos, encontrou seu último emprego pelo Facebook. “Vi o anúncio na página de uma organização que divulga vagas, a Fundação Mudes. Levei meus documentos, fiz entrevistas e fui chamada”, relata.

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A procura, além da rede social, pode ser feita também em sites e blogs específicos – e, em certas áreas, a web é mais efetiva que os impressos. “Na minha área, que é moda, encontro muito mais vagas na internet do que em jornais, por exemplo”, compara a designer. Mas é preciso cuidado com as informações divulgadas, já que nem todas são checadas junto às empresas e muitas são apenas reproduções (nem sempre corretas) de outros murais de vagas. A indicação dos especialistas em recursos humanos é averiguar se o emprego realmente existe (ele pode ter sido preenchido), se as condições são aquelas e se o contato está correto.

Depois desse primeiro passo, a recomendação é preparar-se para falar direto com a organização, procurando conhecê-la. “Como fonte de pesquisa, a web é hoje nosso acesso mais fácil. A internet oferece informações sobre o que estão falando dessa empresa, qual a cultura. A pessoa precisa ser mais curiosa e entender o que existe por trás da oferta de emprego”, afirma Giuliana Hyppolito, consultora de Recursos Humanos e especialista em redes sociais do grupo DMRH. Com essas informações em mãos, as chances de se sair melhor em uma entrevista, demonstrando conhecimento, aumentam.

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Para  Marcelo Cuellar, gerente executivo da Michael Page, empresa especializada em recrutamento, é importante também tentar conhecer o dia a dia do lugar, pesquisar o que é bom e o que é ruim, identificar se a diretriz da organização está alinhada à sua, vasculhar. “Talvez aquele mundo que a pessoa idealizou não seja a realidade, então, se for isso, ainda dá tempo de readequar o caminho. Carreira não é momento, é estratégia”, diz.

Estratégia, ousadia e inteligência

Num segundo momento, as ferramentas disponíveis na internet são essenciais para contatar a corporação. Atualmente, raros são os currículos entregues impressos, a maioria é enviada por e-mail. Mas cuidado com o chamado “currículo panfleto”, aquele enviado a uma lista de e-mails de forma pouco pessoal e direta. “Não é inteligente e tem pouco ou nenhum retorno”, avalia o especialista.

Uma possibilidade mais ousada é tentar contato direto com o gestor daquela vaga. A atitude, no entanto, tem de ser muito bem pensada e realizada com cuidado e perspicácia. “É importante seguir os procedimentos indicados pela empresa, mas é possível fazer uma apresentação direta para o gestor. Esse pode ser um diferencial”, aconselha Sonia Lucia Garcia, especialista em soluções de RH da empresa de consultoria DeBernt. “Tudo depende da estratégia, da ousadia e da inteligência. Conheço histórias de presidentes que receberam e-mails inteligentes e chamaram a pessoa para conversar. O texto tem que fazer a pessoa querer te conhecer e comprovar que você pode somar à organização”, ensina.

Os especialistas são cautelosos, no entanto, quando o meio de contato com um gestor são as redes sociais. Tentar um canal direto pelo Facebook ou Twitter ainda é controverso. “Ainda não é comum no Brasil, mas não vejo problema. A abordagem precisa ser respeitosa, ainda assim o profissional vai ficar à mercê do julgamento do contatado”, acredita Giuliana. “Como tradicionalmente as pessoas utilizam a rede de forma pessoal, então não acho de bom tom. Melhor tentar pelo LinkedIN, que é uma ferramenta para isso”, propõe Cuellar.

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Por outro lado, essas ferramentas são primordiais em um aspecto importante para quem está procurando uma nova colocação: o networking . Com elas, fica mais fácil manter as relações com profissionais de outras empresas e ex-colegas. “O mundo, na internet, é um pouco menor. Você pode encontrar pessoas e estabelecer conexões de forma muito rápida”, diz Giovanna. “É preciso ter critério e bom senso, manter a rede sempre ativa e estabelecer uma troca genuína”, alerta Sonia.

Quem quer mudar de emprego ainda esse ano deve ter a internet como aliada, mas nunca depender somente dela. O contato via rede não supre o encontro pessoal. “Nada substitui o contato cara a cara. Você aciona as pessoas para tentar marcar um almoço, um café, ou depois entrar em contato por telefone”, afirma Cuellar.

Veja abaixo algumas dicas resumidas para arrumar um emprego pela internet:

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