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Prazer & Sexo

A sexóloga Fátima Protti responde dúvidas das leitoras

Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora dos livros “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" e "Sexo, Amor e Prazer"

Sexo anal demanda alguns cuidados com a higiene

Sem pressa, casal pode descobrir e curtir a prática com prazer e segurança

16/12/2012 10:00

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“Sou casada há 20 anos e queremos inovar na nossa vida sexual. Gostaria de experimentar o sexo anal, mas já ouvi histórias estranhas a respeito. Devo tomar algum cuidado em termos de saúde e higiene?”

Existem mitos e preconceitos a respeito do sexo anal que, geralmente, são formados a partir de valores morais e religiosos. A ideia de cometer uma prática imoral ou um pecado impede algumas pessoas de experimentar. Outros entendem como uma diversificação na transa.

Foto: Thinkstock Photos

A camisinha é uma aliada do sexo anal. Facilita a higiene e deixa a transa mais segura para o casal

O receio costuma estar ligado à ideia de que a prática provoca hemorroidas, câncer e incontinência fecal, pontos ainda em discussão por especialistas, e ao medo de sentir dor.

De fato, nem todo mundo sente prazer com o sexo anal e isso deve ser respeitado entre os pares. Submeter-se porque é a tara do parceiro não é saudável para o casal.Cedo ou tarde isso se torna um ponto de conflito na relação ou leva à disfunção sexual do desejo feminino. A prática sexual só é boa se oferecer prazer para os dois.

A iniciação ao sexo anal deve ser gradativa e sem pressa de colocar todo o pênis numa única transa. Dessa forma, evita incômodos, dores ou o risco de acabar de repente com uma brincadeira que só começou. Quanto mais segurança se tem na prática, maior é a possibilidade de sentir prazer.

Quanto aos cuidados de higiene, quatro passos são importantes para evitar riscos à saúde:

1. Evacuar antes previne que as fezes surjam durante a prática e evita uma situação constrangedora.

2. Não passar do coito anal para o vaginal sem antes higienizar o pênis ou trocar a camisinha, para não infectar a vagina com bactérias. O mesmo risco ocorre no contato da língua ou dos lábios no ânus. É necessário usar uma proteção – pode ser a camisinha de língua (que não cobre toda a região da boca, mas incrementa a estimulação, pois é texturizada) ou o plástico filme, aquele para alimentos (que pode ser usado para cobrir toda a área genital feminina e oferece proteção mais completa).

3. Higienizar bem o local com água e sabonete após o sexo anal. Ele deve urinar após a transa, para limpar a uretra, e lavar o pênis.

4. Usar a camisinha. Ela é uma boa aliada para evitar maior atrito, a contaminação do pênis por bactérias da flora intestinal e as doenças sexualmente transmissíveis.

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Sobre o articulista

Fátima Protti - delas_amoresexo@ig.com.br - Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal; pós-graduada pela USP e autora do livro “Vaginismo, quem cala nem sempre consente" - Site: www.fatimaprotti.com.br

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