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A probabilidade desse caso acontecer é um em cada milhão de nascimentos

Um caso raro de gravidez impressionou médicos e moradoras da cidade de Barranquilla, na Colômbia. A mãe, Monica Vela, deu à luz bebê que nasceu com outro feto dentro do abdômen. Caso raro recebe o nome de “ gêmeo parasita ”, também chamado de "fetus in fetu".

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Caso raro de gêmeo parasita chama a atenção na Colômbia: mãe dá à luz bebê com outro gêmeo dentro dele
Reprodução/Youtube
Caso raro de gêmeo parasita chama a atenção na Colômbia: mãe dá à luz bebê com outro gêmeo dentro dele

Em entrevista ao jornal “La Nación” , o cirurgião responsável pelo parto, Miguel Parra, explica que o gêmeo parasita é um feto malformado que é englobado no seu gêmeo com desenvolvimento normal.

Monica descobriu que estava passando por um caso de  gravidez rara no seu sétimo mês de gestação, quando fez um exame de ultrassom e a imagem mostrou que havia dois cordões umbilicais, o que chamou a atenção, já que ela não esperava gêmeos.

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Gêmeo parasita exige cirurgia de emergência

Segundo especialistas, caso raro de gêmeo parasita acontece um em cada milhão de nascimentos do mundo
shutterstock
Segundo especialistas, caso raro de gêmeo parasita acontece um em cada milhão de nascimentos do mundo

Quando os médicos foram avaliar o que estava acontecendo com a gestante, descobriram que o feto que estava na barriga do bebê não tinha cérebro, nem coração e se alimentava da irmã gêmea.

“É um caso muito raro. Acredita-se que ocorre um caso em cada milhão de nascimentos, existem menos de 100 casos mencionados na literatura em todo o mundo”, explica o especialista Miguel Parra.

Por conta do caso raro , Monica passou por um parto cesárea na 37ª semana de gestação e, posteriormente, foi feita uma cirurgia para a retirada do outro feto. Para evitar que o bebê corresse risco de morte, os procedimentos foram feitos o mais rápido possível.

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“É um dos casos mais estranhos que vemos na medicina fetal. As células que iriam formar os dois gêmeos não se separam na hora certa, então, um poderia se desenvolver enquanto o outro está dentro do seu irmão”, diz o médico.

Miguel Parra ainda comenta que a cirurgia para a retirada do gêmeo parasita aconteceu 24 horas depois do nascimento do bebê saudável. “Agora ela é uma menina que se desenvolve muito bem. A mãe se recuperou muito bem da sua cesariana”, completa o profissional.

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