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Assim que chegou na creche para pegar a filha, a mãe flagrou o bebê sendo amamentada por outra pessoa. Mas, afinal, quais os perigos dessa prática?

Uma mãe, nos Estados Unidos, ficou horrorizada ao chegar na creche em que a filha fica enquanto ela trabalha e flagrar outra mulher a amamentando. A história da amamentação cruzada veio à tona após a mulher contá-la à coluna “Caro Prudente”, no site “Slate”. O caso foi descoberto dois meses depois de tê-la matriculada no local.

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Assim que foi buscar sua filha na creche, a mulher flagrou outra mulher a amamentando. É o caso da amamentação cruzada
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Assim que foi buscar sua filha na creche, a mulher flagrou outra mulher a amamentando. É o caso da amamentação cruzada

A mulher conta que decidiu deixar o bebê, que é adotado, na escola para que pudesse ir trabalhar. Nos primeiros dias, um incidente ocorreu, mas não a abalou. Isso porque a criança já tomava fórmulas na amamentação e a cuidadora a criticou por isso. “Você a alimenta com essa droga?”, questionou.

Sem se incomodar, a mulher resolveu seguir em frente. Dois meses depois, saiu mais cedo e foi buscar sua filha – e foi aí que tudo aconteceu. Ela entrou por uma porta lateral, em que os pais podem entrar sem bater, e flagrou a cena. “Fui até lá, a peguei nos braços e perguntei se ela estava louca”, relata.

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Em resposta, a cuidadora disse que não conseguia entender qual era o problema e alegou que  “a estava salvando de produtos químicos” e que ela deveria lhe agradecer por isso. Depois desse acontecimento, a mulher decidiu não mandar mais a pequena para lá e não sabe se deve denunciá-la ou fazer uma reclamação nas mídias sociais.

Quais os perigos da amamentação cruzada?

A amamentação cruzada é perigosa e pode colocar a saúde do bebê em risco. Veja outros problemas e mais explicações
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A amamentação cruzada é perigosa e pode colocar a saúde do bebê em risco. Veja outros problemas e mais explicações

Condenada por especialistas, pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde, a prática da amamentação cruzada , que acontece quando o bebê é alimentado por outra mulher sem ser a mãe, traz riscos ao pequeno e pode favorecer a transmissão de doenças infectocontagiosas como HIV e Aids. É o que alerta a Abenfo-RJ (Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Estado do Rio de Janeiro).

De acordo com informações do site do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o ato é contraindicado desde 1985, quando ocorreu um aumento significativo no número de pessoas com Aids.

Se uma mãe que tiver bastante leite quiser ajudar outra que tem problemas para amamentar, o recomendado é procurar por um banco de leite. Como explica o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), o alimento passa por um rigoroso controle de qualidade e por um processo de pasteurização antes de ser oferecido aos recém-nascidos. Sendo assim, o leite fica isento de qualquer da possibilidade de transmitir doenças.

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Da mesma forma, uma mãe com dificuldades para amamentar ou que não tiver leite deve buscar por um banco ou um especialista para saber a melhor forma de alimentar o bebê , já que a amamentação cruzada pode gerar muito mais riscos do que benefícios. Nesse caso, a cuidadora não poderia ter alimentado a criança com o seu próprio leite e, principalmente, sem contar a verdade à mãe.