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Para comemorar esta data especial, cinco netas e netos relataram ao Delas como avós e avôs inspiram, ensinam, dão carinho e um são porto seguro

Nesta sexta-feira (26), comemora-se o Dia dos Avós no Brasil. A data tem origem cristã, já que 26 de julho é também dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. Mas a realidade é que não é só isso. Este dia também convida olhar com carinho para essas pessoas que, muitas vezes, representam amor, aconchego e porto seguro.

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Para comemorar o Dia dos Avós , cinco netas e netos relataram ao Delas as relações que têm com avós e avôs. As histórias trazem à tona aprendizados, memórias e inspirações. Confira:

"Cada minuto que eu passo com eles é precioso", Júlia De Divitiis, 21 anos, neta de Marialva, 86, e Glauco, 92

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Arquivo pessoal
Neste Dia dos Avós, Júlia, 21 anos, comenta como a avó Marialva, 86, e o avô Glauco, 92, são fundamentais na sua rotina

“Meus avós sempre foram uma figura presente na minha vida. Macarronadas de domingo, minha avó cantando pra me fazer dormir, conversas filosóficas com meu avô, os dois me ensinando a ter boa postura e gostar de sambinhas do meio do século. Seriam memórias distantes se não tivessem sido tão presentes e influentes na minha formação.

E ainda são parte integral da minha rotina, quando alguma coisa acontece meus avós são as primeiras pessoas que eu ligo pra contar, eu passo metade da minha semana na casa deles, e tirar a soneca depois do almoço entre os dois na cama deles é minha coisa favorita de fazer.

Cada minuto que eu passo com eles é precioso, e eu tenho sorte de poder passar tantos. Eu poderia dizer que eles são meus pais, mas não existe nada melhor do que tê-los como avós.”

"Sou muito feliz por ter crescido perto dela", Isabela, 23 anos, neta de Ida Alves, 77

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Arquivo pessoal
Isabela, 23 anos, lembra a história da avô e comenta como Ida, 77, é sua inspiração de força e coragem

“Minha vó foi professora em escola pública rural. Ela dirigia na estrada de terra sozinha, dava aula, fazia merenda, arrumava a escola. Mesmo trabalhando fora de casa, criou cinco filhos de pertinho. Depois ela se aposentou pra poder cuidar dos netos de ainda mais perto.

Aos 75 anos, passou 12h em um voo pra me ver e ficou dois meses em um país sem saber a língua pra me fazer companhia, e essa época é ouro pra mim, por tudo que ela me contou da vida nas nossas viagens. Tudo que ela me contou sobre medo, fé e esforço.

Eu sou muito feliz de ter crescido perto dela, sou muito grata de como nosso relacionamento evoluiu e tenho muita sorte de todas experiências que ela divide comigo. (Vó, te amo, obrigada por tanto!)”

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"Seu Renato é um dos meus maiores exemplos", William, 24 anos, neto de Renato Orima, 85

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William, 24 anos, conta as histórias e determinação do avô Renato, 85, para afirmar o quanto ele é seu exemplo

“A casa dos meus pais foi construída no mesmo terreno da casa do meu avô , então cresci com ele sempre por perto. O acompanhei em incontáveis festas de santos e seus respectivos bingos: do jogo do bicho à MegaSena, meu avô nunca perde a esperança de que fazendo uma ‘fezinha’ a vida pode melhorar.

Ele cresceu na roça e sempre teve boas histórias para contar, seja das lendas que aprendeu na infância ou das viagens que fez enquanto caminhoneiro, profissão que exerceu durante muito tempo.

Hoje com 85 anos, seu Renato é um dos meus maiores exemplos. Trabalhou duro e nunca se deixou vencer, por maior que fossem as dificuldades pelas quais passou. E mesmo com o peso de tantos anos nas costas, continua acordando cedo todos os dias para preparar o café preto para a família, tomar sol com a fiel companheira canina, cuidar de seu jardim e dar bom dia para a vizinhança enquanto varre a rua.”

"O que me move é fazer por eles o tanto que fizeram por mim", André, 24 anos, neto de Sônia, 65, e Basco Garavatti, 65

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Arquivo pessoal
André, 24, vê a avó Sônia, 65, e o avô Basco,65, também como pais, reconhecendo todos os ensinamentos passados a ele

“Avós e avôs, geralmente, mimam muito. E eu tive isso, mas também tive a criação. Tanto é que eu os chamo de mãe e pai desde que eu me conheço por gente. Então foi especial em dobro.

Eu tive esse cuidado, carinho e mimo dos avós, mas eu tive os princípios passados por eles. Eu falo com segurança que os maiores princípios que eu tenho, os mais especiais, foi a minha avó que me passou. Ela foi a pessoa que mais me acrescentou no quesito ensinamento. É a pessoa que eu posso falar que me criou. Eu sou filho de vó.

As minhas lembranças favoritas da infância foi ela que proporcionou. Ela é a comissão de frente. Eu vejo nela uma força e uma maneira racional de pensar única e isso sempre me inspirou muito.

Já o meu avô, é a pessoa que eu considero o meu pai. É a minha imagem paterna. O que me move é fazer por eles o tanto que fizeram por mim. É poder proporcionar a felicidade que eles me proporcionaram. Eu queria viver duas vezes para retribuir tudo isso.”

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"Nada como um abraço de vó para saber que vai ficar tudo bem", Júlia Faria, 26 anos, neta de Maria Lúcia, 78, e Francisco Carlos, faleceu em 2012, com 74 anos

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Arquivo pessoal
Julia, 26 anos, cresceu ao lado Maria Lúcia e Francisco Carlos, que passaram a ela o otimismo, curiosidade e amor pelas artes

“Desde os quatro anos de idade eu tenho o privilégio de morar no mesmo prédio dos meus avós maternos . Todo o tempo em que meus pais estavam trabalhando, eu ficava na casa deles. Sou muito grata porque tenho a certeza de que essa convivência foi extremamente benéfica para a minha formação.

A minha avó é a melhor pessoa que já conheci, é muito otimista e enxerga tudo com uma lente cor de rosa que me mostrou que é possível encontrar beleza nos piores lugares. Além de artista, é também a melhor cozinheira do mundo!

Do meu avô herdei a curiosidade pelas coisas da vida, o amor pela leitura e pela música. Nunca me esquecerei das tardes pulando na cama deles, cantando "funiculi funicula" enquanto ele me regia.

Por trabalhar de casa, tenho a sorte de até hoje poder almoçar quase todo dia com a minha avó. Sorte não só pela comida (reforço, é maravilhosa!), mas também pela companhia. Nos dias difíceis nada como um abraço de vó para saber que vai ficar tudo bem.”