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Reconheça suas limitações, confie no seu médico e aceite ajuda; veja outros conselhos sobre maternidade que algumas mulheres acham bastante úteis

Ser mãe, principalmente de primeira viagem, é mais difícil do que parece. São inúmeras dúvidas, inseguranças e questionamentos. Pensando nisso, o Delas conversou com algumas mulheres sobre as inseguranças e os aprendizados da maternidade e separou nove conselhos para as mamães. Confira:

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Ser mãe é um processo de aprendizado e trocar experiências sobre a maternidade com outras mulheres é importante
Shutterstock
Ser mãe é um processo de aprendizado e trocar experiências sobre a maternidade com outras mulheres é importante


1. Esteja bem com você mesma

“Para ser uma boa mãe você precisa estar bem com você mesma”, diz Patrícia Marinho, fundadora do site "TempoJunto" e autora do livro "Tempojunto - 100 brincadeiras incríveis para fazer com os filhos em qualquer lugar".  Antes de qualquer coisa, é preciso estar em paz consigo mesma. A maternidade exige tempo, mas você deve sempre lembrar-se do que te faz feliz.

“É importante não se esquecer como pessoa e respeitar os seus próprios limites para conseguir dar o seu melhor para as crianças”, completa a autora, que tem duas filhas pequenas, Carol (11) e Gabi (3). 

2. Você é capaz

Será que sou capaz de cuidar de um bebê? Essa foi a maior dúvida de Juliana Nascimento, mãe de uma bebê de 6 meses, quando ela descobriu que estava esperando um filho. Durante a gestação, a jovem questionava-se como seria possível cuidar de uma pessoa totalmente dependente dela. Aos poucos, ela e a filha foram se adaptando uma a outra e a rotina foi se tornando mais simples. “As coisas tornaram-se mais naturais. Continuam difíceis, mas também se tornam deliciosas”, avalia.

A insegurança faz parte do processo de descoberta da maternidade, mas é muito importante lembrar que você é sim capaz – da sua forma particular e com ajuda, mas você é. Para Patrícia, a maturidade, tanto na vida quanto no exercício da maternidade, ajuda a lidar melhor com essas inseguranças.

3. Reconheça suas limitações e aceite ajuda

Você é capaz, mas, para isso, uma ajuda se faz necessária. Lembre-se sempre: cuidar da criança não é responsabilidade única da mãe. “Uma vez eu ouvi a frase ‘é preciso uma comunidade para criar uma criança’ e acredito piamente nisso”, diz Patrícia. A mãe lembra ainda que a chegada de uma criança provoca grandes transformações e é preciso de ajuda para lidar com isso.

Reconhecer os limites e aceitar a ajuda de amigos e familiares é importante para tornar a maternidade mais leve
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Reconhecer os limites e aceitar a ajuda de amigos e familiares é importante para tornar a maternidade mais leve

“Reconheça suas limitações e permita que em muitos momentos o pai do bebê e outros familiares dividam as responsabilidades e rotina”, recomenda Raquel Jandozza, psicóloga, doula e coach ontológica. De acordo com ela, essa rede de apoio torna o processo de cuidar e criar mais leve e satisfatório para todos.  

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4. Os incômodos da gestação são diferentes de mulher para mulher

A ideia de gravidez está muito atrelada a enjoos, vômitos e desejos exóticos que podem aparecer ao longo dos nove meses. Mas nem sempre é assim! Para Juliana, por exemplo, a indisposição e os enjoos não foram tão frequentes. Já Patrícia, por sua vez, sofreu com enjoos durante as duas gestações, principalmente no primeiro trimestre. “Um truque que funcionava super bem era chupar pedra de gelo e picolé de limão”, aconselha ela.

5. Algumas coisas levam tempo

Você e o bebê ainda estão se conhecendo e se adaptando um ao outro. É comum que a amamentação seja difícil no começo e que as primeiras vezes que você pegar a criança no colo sejam algo desajeitado. Tenha paciência!

6. Confie no seu obstetra/ doula

Com ajuda do seu médico e obstetra pesquise sobre qual melhor parto para você e o bebê
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Com ajuda do seu médico e obstetra pesquise sobre qual melhor parto para você e o bebê

Parto natural ou cesárea? Para muitas mulheres, a dúvida é grande. Nesse momento de escolha, é essencial confiar no seu obstetra ou doula para decidir o que é melhor para você e para o bebê.

“Vale a pena investir tempo pesquisando sobre os tipos de parto e fazendo o plano de parto que mais combina com você”, diz Patrícia.


7. Você vai errar e não há problema nisso

“Eu sei que não sou perfeita, mas sou a melhor mãe que posso ser – incluindo as minhas imperfeições”, comenta Patrícia. Ou seja, mesmo com imperfeições e erros você ainda será uma boa mãe. Não se culpe e nem se cobre tanto! Nem sempre você terá a resposta para situações com as quais seu filho terá de lidar e isso faz parte da maternidade.

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8. A opinião de outras pessoas não deve importar tanto

Quando uma mulher fica grávida, rapidamente aparecem várias pessoas opinando sobre a maternidade e a criação dos filhos, aconselhando sobre o que deve ou não ser feito com a criança. Mas é importante lembrar que nem sempre essas opiniões são válidas.

Para a psicóloga, a opinião de familiares e amigos pode ser muito benéfica desde que passe pelo crivo dos pais, que devem avaliar e considerar se é válido e pertinente. Essa avaliação deve ser feita com base naquilo que acreditam ser melhor para a criança, levando em conta valores e crenças da família. “Você é a responsável por definir como criar seu filho e o que funciona para a realidade do seu lar”, lembra Patrícia. Por isso, confie em você! O que é positivo para outra família pode não ser para a sua.  

9. A maternidade não é fácil

A sociedade propaga a ideia de que a maternidade é algo completamente romântico e bonito, como se mães fossem super-heroínas e não enfrentassem dificuldades e problemas. Como os itens anteriores apontam, ser mãe também é algo difícil e cansativo em alguns momentos.

“A mãe precisa perceber que não é a única a enfrentar alguns desafios”, diz a psicóloga. Raquel comenta que conhecer o contexto de outras mulheres que também são mães é positivo, já que pode abrir a possibilidade de lidar de diferentes formas com problemas semelhantes. “A informação empodera e pode gerar mudanças significativas em uma sociedade onde muitas mulheres sentem-se pressionadas a dizer ou demonstrar intensa felicidade diante do bebê”, diz.

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