Com uma atmosfera moderna, jovial e urbana, a 46ª edição da Casa de Criadores aconteceu em um galpão com uma estética bem underground, localizado na Barra Funda em São Paulo, nas noites de 26 a 30 de novembro. Desde 1997 o evento lança novos talentos da moda brasileira para o mercado fashion nacional e internacional, sob o comando de André Hidalgo. 


Mas por lá, não são somente os estilistas que lançam peças-desejo e super conceituais: os convidados personificam o público-alvo das marcas e desfilam produções autênticas, e muitas vezes, dramáticas e performáticas, que chamam a atenção e inspiram a quem se identifica com o estilo. É um ambiente em que nos sentimos livres, tanto para sermos quem quisermos ser, quanto para nos sentirmos abertos a aprender com outras maneiras e filosofias de se enxergar a vida.

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Os desfiles apresentaram peças carregadas de conceito, consciência e representatividade, protagonizados por peças criativas, pessoas reais e performances que endossaram discursos inclusivos. Tanto marcas veteranas quanto as estreantes na não deixaram a desejar, e apresentaram suas coleções de outono/inverno na edição de 2020 com itens marcantes e fiéis a seu DNA, reforçando ainda mais sua identidade.

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Pôde-se observar muitas modelagens oversized e silhuetas marcadas com a cintura em seu devido lugar, mesmo nas roupas masculinas, que por sinal, se desprendem cada vez mais dos padrões impostos há anos, e permitem explorar uma masculinidade mais livre com muito uso de símbolos femininos, como babados, mangas bufantes e saias, também aproveitando para sair da imagem óbvia e minimalista da moda sem gênero. Volumes inflados, cores e estampas, assimetrias e a dualidade entre peso e leveza foram características frequentemente vistas nos desfiles , além da moderna alfaiataria desconstruída e da arte sendo protagonista no concebimento dos conceitos.

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De maneira geral, fica nítida a mensagem transmitida na 46ª edição da Casa de Criadores : é preciso aprender as regras para depois quebrá-las e sair do óbvio: desconstrução e ressignificância são palavras de ordem e seguem não somente como tendência de moda, mas como um aprendizado para a vida.


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