Quando falamos sobre o amor, o que temos por nossos filhos é incontestável, ultrapassa limites, fica acima de tudo, reina soberano em nossas vidas.

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A colunista Mônica Cruz fala sobre o papel do amor da educação
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A colunista Mônica Cruz fala sobre o papel do amor da educação

Mas, a questão que fica é: para que nossos filhos cresçam saudáveis e sejam adultos responsáveis, maduros e felizes, o nosso amor basta? A resposta é sim, o nosso amor é o bastante para os nossos filhos.

Ouvimos pais e mães dizerem: “amo tanto o meu filho que faria qualquer coisa por ele”. Sim, você faria, mas deveria?

A forma como amamos nossos filhos importa tanto quanto a quantidade de amor que temos para dar. Então, o amor que temos pelos nossos filhos é mais que suficiente para eles. Porém, amar não é só dar beijinhos, abraçar, apertar e dizer, eu te amo.

Amar um filho está acima de atitudes de demonstração de carinho. Amar um filho é prepará-lo para a vida.

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Desde a mais tenra idade nos preocupamos com "o que o meu filho vai ser”, mas, ao invés disso, devemos nos preocupar com o que podemos fazer para que ele seja o que desejamos.

Você viu?

Os pais não deveriam fazer tudo por seus filhos. Quando bebezinhos, em suas necessidades mais básicas, nos desdobramos para atender todos os seus desejos. Não deixamos que chorem e que demorem a dormir. Ao menor gemido, corremos para trocar a fralda, dar de mamar, atender suas demandas.

Um pouco maiores, crianças aprendem que, se jogarem um brinquedo no chão, alguém logo vai pegar. Aprendem também que quase nunca chegam a ter fome, porque a comida sempre aparece antes. Quase nenhuma demanda deixa de ser atendida. Essas lições são aprendidas e ficam guardadas. No momento em que a criança tem um desejo negado, claro que ela vai chorar, já que não entende o que esta acontecendo, pois isso nunca aconteceu.

Tudo o que você fez para o seu filho até então foi com muito amor, não foi? E o amor é sim suficiente para educar o seu filho, mas, experimente dar esse amor de uma maneira um pouco diferente.

Imagine a seguinte situação: seu bebe esta chorando aparentemente sem motivo. Ele já mamou, já foi trocado e não está com dor. Você o ama tanto que não quer que ele chore. Então, corre e o pega no colo. Ele para de chorar e você fica tentando adivinhar o porquê do choro. Ou você até sabe que ele chorou porque ele quer colo, mas mesmo assim atende o desejo do bebe.

Mas, se na mesma situação você não pegar o bebe no colo, você deixou de amá-lo? Não, você o amou mais ainda, já que deixou que ele chorasse para que aprendesse que nem sempre terá suas demandas atendidas. Com isso, ele irá aprendendo a lidar com decepções e frustrações que certamente aparecerão no decorrer de sua vida.

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Não pegue sempre o brinquedo que a criança joga no chão. Não obrigue seu filho a comer mesmo quando ainda não está com fome. Não fique o tempo todo tentando antecipar os problemas que poderão aparecer para poder resolver antes. Não tire do seu filho a capacidade de enfrentar situações difíceis. Dê elementos ao seu filho para que ele saiba encarar problemas.

Sim, seu amor é suficiente. E tem que amar muito um filho para deixá-lo enfrentar a vida.

Não dê ao seu filho o que ele quer, dê o que ele precisa.

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