Embora não seja o método contraceptivo mais popular, existem  vantagens no uso da camisinha feminina -- que desde 2018 passou a ser chamada de preservativo interno de uso único. Carla Pereira, fisioterapeuta pélvica e sexual da clínica Mantelli, explica que esse modelo é feito de borracha nitrílica, o que diminui as chances de alergia, melhora o contato e pode ser usado com lubrificante à base de óleo. 

camisinha feminina
Divulgação/Governo do Rio
Não há consenso médico sobre o uso da camisinha feminina para o sexo anal

Além disso, não é necessário que o outro coloque a camisinha. Você mesmo pode colocar, o que pode ser mais confortável para algumas pessoas. Com tantas vantagens, alguns casais passaram a adotar o método no sexo anal , porém, Carla explica que ainda não há consenso médico sobre a eficácia. “É um método que pode diminuir as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) , mas ainda há controvérsias se o preservativo interno de uso único é tão seguro na região anal quanto na vaginal”, pontua. 


Como usar?

A camisinha feminina é bem diferente da masculina. Ela tem uma “bolsa” de 15 centímetros de comprimento e oito de diâmetro, o que faz com que seja bem mais larga e, consequentemente, tenha mais lubrificação. Na hora de usar, o preservativo apresenta mais uma vantagem: não precisa ser colocado na hora do ato. É possível inseri-lo até oito horas antes do sexo. Quando colocar, o ideal é deixar 3 centímetros do anel externo para fora. Carla explica que é esse anel que vai impedir que o preservativo “se perca” no canal. 

Assim como o preservativo masculino, só pode ser usado uma única vez e deve ser descartado após o uso. “A pessoa que estiver penetrando não pode usar a camisinha masculina, porque o atrito entre os materiais pode rasgar ou furar os preservativos”, alerta Carla. Por fim, a especialista diz que não há contraindicação para o uso.

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