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Estresse, uso de pílula anticoncepcional e alimentação inadequada são alguns dos fatores que comprometem a libido; veja quais são os outros

A falta de desejo sexual é realidade para muitas mulheres. De acordo com a ginecologista e obstetra Karina Tafner, essa é uma das principais queixas de suas pacientes, especialmente aquelas que enfrentam dificuldade para engravidar.

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A falta de desejo sexual pode ser causada pelo uso de pílula anticoncepcional, estresse e alimentação inadequada

A queda na libido é algo bastante incômodo, já que afeta a autoestima e o relacionamento. No entanto, apesar de ser algo frequente, nem sempre as mulheres sabem o que causa e acabam ignorando a falta de desejo sexual . Claro, é comum não sentir vontade às vezes, mas, quando isso começa a afetar a sua vida, é hora de buscar a raiz do problema para solucioná-lo.

Estresse, uso de pílula anticoncepcional e alimentação inadequada são alguns dos fatores que comprometem a libido. “Mas nada é tão prejudicial para a vida sexual do casal quanto a falta de compreensão e amor do parceiro. Se não há romantismo e companheirismo na vida a dois, dificilmente haverá desejo e prazer na vida sexual”, reforça a ginecologista.

O que causa falta de desejo sexual?

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Estar atenta aos sinais do corpo e repensar alguns hábitos são caminhos para melhorar a libido e aumentar o desejo

Abaixo, Karina Tafner lista as principais causas da falta de libido e dá possíveis soluções.

1.  Diminuição da testosterona

A ginecologista e obstetra explica que o nível de testosterona é um bom indicativo sobre como anda a libido. De acordo com a profissional, o hormônio em níveis ideais é um importante componente regulador das funções biológicas do organismo feminino. “Quando os níveis do hormônio na mulher ficam baixos, várias disfunções são ocasionadas, entre elas, a baixa libido”, explica.

Porém, mulheres na idade reprodutiva não sofrem tanto com o baixo nível de testosterona. Na verdade, é mais comum após a menopausa. Karina ainda lembra que o hormônio não deve ser dosado quando se está usando contraceptivos hormonais, já que os resultados são mascarados.

2. Estresse

A especialista fala que o estresse também interfere na vontade de fazer sexo . A explicação é que como há o aumento do cortisol no corpo, o sistema nervoso autônomo tem uma interferência. Esse desequilíbrio altera o humor, a sensação de bem-estar e, consequentemente, o desejo sexual.

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3. Pílulas anticoncepcionais

Como o uso de pílula anticoncepcional inibe e ovulação, não há o pico de testosterona que acontece nessa fase, diminuindo a libido. Segundo Karina, o efeito é observado principalmente nas pílulas com progesterona com efeito antiandrogênico. “Também pode diminuir o desejo sexual das mulheres que usam pílulas com baixíssima dosagem hormonal, de 15 a 20 gramas de etinilestradiol”, completa.

4. Hipotireoidismo

De acordo com a ginecologista, uma das consequências do hipotireoidismo é a diminuição da libido . Além disso, pode causar cansaço excessivo, alteração da função intestinal e até depressão, o que afeta ainda mais o desejo sexual. O hipotireoidismo é mais comum em mulheres, especialmente acima dos 40 anos.

5. Sedentarismo

Manter uma rotina de exercícios físicos é fundamental para a saúde, inclusive para a saúde sexual. Uma pesquisa da Universidade do Texas, Estados Unidos, com mulheres entre 18 e 34 anos apontam que aquelas que pedalam por pelo menos 20 minutos são 169% mais “animadas” sexualmente do que aquelas que são sedentárias.

Karina também comenta que o aumento do peso corporal afeta a libido devido a diversas alterações hormonais decorrentes do acúmulo de gordura, assim como outros desajustes fisiológicos e psicológicos que afetam a saúde e a autoestima.

6. Alimentação inadequada

“Uma dieta carregada em açúcar e alimentos processados afeta determinados hormônios e glândulas, privando o corpo dos nutrientes aliados da libido”, explica. A dica é apostar em alimentos levantam o ânimo sexual, como pimenta, abacate, castanha-do-pará, avelãs, cebolinha, aveia, noz-moscada, romãs, morangos e salmão selvagem, além de gergelim esmagado com mel.

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7. Álcool

“Em pequenas doses, pode levar ao aumento da libido em algumas pessoas, pois diminui a inibição e torna o indivíduo mais “relaxado” e menos inseguro. Entretanto, mais do que quatro doses de álcool por semana podem comprometer a libido da mulher”, diz.

De acordo com um estudo da Austrália, isso acontece porque o álcool pode "imitar" o estrogênio e atrasar ou impedir a ovulação. E é nesse período que a mulher alcança o auge da libido. Especialistas também afirmam que o fato de não ovular pode comprometer a atuação dos hormônios.

A especialista sugere substituir o copo de vinho ou cerveja por água tônica, que contém relaxante natural para o corpo.

8. Tabagismo

Fumar danifica o revestimento dos vasos sanguíneos, o que afeta a musculatura do pênis e inibe o sangue de fluir. Os números de uma meta-análise feita na China indicam que homens que fumam são 51% mais propensos a ter disfunção erétil do que os não fumantes. Por outro lado, os dados são positivos para quem deixou de fumar: 25% dos ex-fumantes perceberam uma melhora nas ereções.

Em relação às mulheres, o tabagismo agride o sistema reprodutor, altera a lubrificação vaginal e aumenta a falta de desejo sexual .