
A pele pode parecer mais lisa logo após uma sessão de drenagem linfática, mas o efeito não significa que a celulite tenha sido eliminada.
A técnica atua principalmente na movimentação de líquidos acumulados nos tecidos, reduzindo o inchaço da região.
É justamente essa mudança que pode causar confusão. Com menos retenção de líquido, a pele tende a ficar temporariamente com uma aparência mais uniforme, o que pode ser interpretado como uma melhora das depressões provocadas pela celulite.
Segundo a médica Danuza Alves, da Clínica Leger de Porto Alegre, essa percepção é comum entre pacientes.
Muita gente associa o fato de desinchar e enxergar a pele mais lisa logo depois da drenagem ao desaparecimento da celulite. Mas são efeitos diferentes Danuza Alves
As características mais conhecidas da celulite, como os chamados “furinhos”, estão relacionadas a alterações nas estruturas localizadas abaixo da pele. Entre elas estão os septos fibrosos, que podem exercer uma tração e provocar as depressões na superfície.
Por esse motivo, a drenagem não age diretamente sobre a origem dessas marcas. A técnica pode reduzir o edema e melhorar temporariamente o aspecto da pele, mas não modifica as estruturas responsáveis pelas depressões.
Danuza, que atua no tratamento da celulite e na aplicação do protocolo GoldIncision, explica que casos envolvendo traves fibrosas exigem uma abordagem direcionada a essas estruturas. O método associa a liberação dos septos ao estímulo de colágeno, conforme a avaliação individual.
É justamente o resultado que aparece logo depois da drenagem que costuma confundir muita gente Danuza Alves
Ela reforça que o procedimento pode ter benefícios na redução do inchaço, mas não deve ser confundido com um tratamento capaz de eliminar, sozinho, as alterações estruturais da celulite.
“A drenagem pode ajudar a desinchar, mas não rompe as traves que formam a celulite. Quando queremos tratar essas depressões, precisamos atuar na estrutura que está puxando a pele para baixo”, conclui.