Da celebração ecumênica à mista, há mais ideias do que a simples conversão

Juliana e Alberto em cerimônia ecumênica: juiz de paz
Arquivo pessoal
Juliana e Alberto em cerimônia ecumênica: juiz de paz
A festa e a cerimônia de casamento devem não só traduzir a personalidade dos noivos, mas também levar em consideração pessoas importantes, geralmente os membros da família. É por isso que muitos casais procuram formas de conciliar, na celebração, tradições de religiões diversas.

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Há muitas opções para noivos de religiões diferentes, além da conversão de um dos noivos. “A cerimônia ecumênica é uma boa opção, além de ser muito bonita”, explica Simone Rocha, diretora-executiva da Loretha Rocha Idealização de Casamentos. Este tipo de celebração acontece sem a presença de uma figura religiosa e é idealizada por um juiz de paz. A cerimônia mista, por outro lado, conta com a participação dos representantes das religiões dos dois noivos. Cada um fica responsável por uma passagem do ritual de casamento.

É essencial compartilhar as ideias para o casamento com os familiares e ouvir em quais cenários eles se sentirão confortáveis. “Há casais que nem chegaram a realizar o matrimônio por interferências familiares”, alerta Simone Rocha. Este é um ponto que deve ser muito discutido entre o casal, para que ninguém se sinta insatisfeito com a escolha. Leia as histórias de cinco casais e suas soluções para o "sim" no mesmo altar.

Juliana e Alberto em cerimônia ecumênica: juiz de paz
Arquivo pessoal
Juliana e Alberto em cerimônia ecumênica: juiz de paz
Cerimônia na religião de um dos noivos

No caso de David Miranda e Daniela Yuri, a família da noiva, católica, não se importou em celebrar a união de acordo com o Islamismo, religião do noivo. Por ser cristã, Daniela teve permissão para se unir a David em uma mesquita, com as bênçãos de um sheik, orador e estudioso da religião e costumes islâmicos.

“A Daniela não fazia questão de se casar em uma igreja, e eu não poderia me casar lá”, afirma David, ao explicar a escolha da mesquita para celebrar o casamento. A cerimônia consistiu na leitura do contrato de casamento pelo sheik e de alguns trechos do Alcorão, livro sagrado do Islamismo.

Poliana Fylyk e Bruno Ribeiro também preferiram fazer a cerimônia na religião de apenas uma das famílias. Bruno é católico não-praticante e se sentiu à vontade para casar de acordo com a religião de Poliana, que é da Igreja Batista. “Eu teria problemas com a minha mãe se optasse pela Igreja Católica”, diz Poliana. A cerimônia será em um restaurante , com um pastor da igreja da noiva.

Cerimônia mista

Flávia Yamada é budista. Fábio Ramos, católico. Eles pensavam em se casar duas vezes, com uma celebração em cada religião. “Nossos familiares faziam questão de uma cerimônia religiosa no nosso casamento”, afirma Flávia. Mas surgiu uma ideia melhor: uma cerimônia mista.

A monja Coen ficou responsável pela parte budista da cerimônia, que aconteceu em um buffet, enquanto um padre foi convidado para fazer a parte católica do ritual. O casamento, realizado em março de 2008, satisfez o casal e as duas famílias. E arrancou suspiros dos convidados, pela beleza da diversidade expressada no altar.

Juliana e Alberto em cerimônia ecumênica: juiz de paz
Arquivo pessoal
Juliana e Alberto em cerimônia ecumênica: juiz de paz
Cerimônia ecumênica

Uma maneira de solucionar o impasse de religiões diferentes é celebrar o casamento fora de instituições religiosas. Juliana de Freitas é espírita e Alberto de Oliveira cresceu em uma família evangélica. A melhor conciliação foi casar em uma chácara, com um juiz de paz e um mestre Reiki para abençoar a união, em abril de 2006.

“Eu pensei que a família dele se sentiria mal se fosse um casamento espírita”, explica Juliana. Ela afirma que a decisão foi muito natural e conseguiu agradar aos integrantes dos dois lados. “Não tivemos que fazer curso, decorar falas, nada. Foi a maneira mais livre e simples de decidir a cerimônia de casamento”, observa Juliana.

Cerimônia com conversão

Doroty Yano optou por se converter ao budismo quando conheceu Junich Yano, japonês e budista, com quem é casada há 34 anos. “É preciso que o casal converse muito e chegue a um denominador comum, que agrade a ambos”, diz Doroty. Ela decidiu ser batizada segundo as tradições religiosas da família do marido e a cerimônia teve a leitura dos votos de casamento do casal.

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