Rosália Popluhar, 45 anos, é farmacêutica e mãe de Danilo, 8. Ela conta, em depoimento, como encarou a maternidade mais velha

Rosália e Danilo: felizes na diferença de idade
Alexandre Carvalho/ Fotoarena
Rosália e Danilo: felizes na diferença de idade
“Fui mãe mais tarde porque priorizei a carreira. Apesar de todas as pressões familiares, acreditava que biologicamente poderia esperar até os 35 anos.

Aos 34 meu primeiro casamento acabou. Fiquei sem marido e sem filhos! Um ano depois, reencontrei um affair, decidimos morar juntos e propus a empreitada de termos um bebê, começarmos uma família.

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Ele topou e aos 36 soube que estava grávida. Sou filha temporã: quando nasci, minha mãe tinha 44 anos e meu pai, 46. Ambos morreram cedo, eu já havia perdido um irmão bem jovem, perdido meu primeiro marido com a separação, enfim, faltava mais gente para amar além do novo marido.

Sou filha temporã: quando nasci, minha mãe tinha 44 anos. Fomos tão felizes, apesar da diferença de idade, que minha idade quando o Danilo nasceu nunca me pareceu um problema.


Amamos também os amigos que chamo de “irmãos da vida”, mas ainda faltava um amar como o que eu tinha em família, com meus pais, principalmente com minha mãe, o grande amor da minha vida. Fomos tão felizes apesar da diferença de idade que minha idade quando o Danilo nasceu nunca me pareceu um problema.

Cheguei a conclusão que a melhor hora de ser mãe é quando realmente se quer, independentemente da idade. Desejar um filho é a força motriz para nossa dedicação. Educar não é fácil, mas o conhecimento acumulado com a maturidade nos ajuda a fazer escolhas bem acertadas na educação formal e emocional.

Obviamente, também tenho minhas dúvidas, entro em pânico, quando acontece algo que não sei como resolver. Aí recorro frequentemente à escola e recebo sempre uma boa dica. Sinto menos “vigor físico” pra brincar de corrida, pega-pega. Mas talvez isso nem pesasse tanto se eu não fosse tão sedentária.

Hoje a maternidade e a família ocupam metade da minha vida. O meu trabalho supre as necessidades financeiras, mas também é um tempo de afastamento do meu filho que eu considero bem saudável, pois dá tempo de sentir saudade e dele desenvolver suas próprias as iniciativas pessoais”.

(Depoimento a Carla Hosoi)





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