Fátima Bernardes
Reprodução/Instagram
Fátima Bernardes

A apresentadora Fátima Bernardes compartilhou nesta segunda-feira (31) que passou quase dois anos e meio sem viajar de avião após sofrer uma crise de ansiedade durante um voo. Aos 62 anos, ela contou nas redes sociais que, apesar de já ter enfrentado um "medo controlável" antes, a situação piorou após o nascimento de seus trigêmeos, Vinícius, Laura e Beatriz , hoje adultos.

Fátima relembrou o episódio traumático, ocorrido durante uma viagem a Nova York com o então marido, William Bonner . "Era a primeira viagem depois que os meninos nasceram, e eu estava ansiosa para vê-los depois de quase dez dias. Tomei um remédio para dormir, mas ele teve o efeito contrário. Enquanto William dormia, eu fiquei extremamente agitada", descreveu.

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A apresentadora detalhou os sintomas físicos da crise: coração acelerado, sudorese fria e espasmos musculares. "Fiquei constrangida, achando que as pessoas perceberiam meu medo. Foi horrível", admitiu. Após o episódio, Fátima evitou voos por mais de dois anos, optando por viagens de carro e mudando destinos de férias para não precisar encarar o avião.


"Sempre arrumava uma desculpa, até que percebi que algo não estava certo", contou. Foi só quando foi escalada para cobrir a Copa do Mundo de 2002, no Japão e Coreia do Sul, que ela decidiu buscar ajuda profissional. Com terapia cognitivo-comportamental e apoio da equipe da Globo, conseguiu retomar os voos, mas ainda enfrenta momentos de tensão.

"Até hoje, quando o avião acelera na decolagem, eu choro. Sempre viajo de óculos escuros, e as aeromoças já sabem me trazer um copo d'água", revelou. O psicólogo Alexander Bez , especialista em ansiedade pela Universidade da Califórnia (UCLA), explicou ao IG que Fátima apresentou uma "sintomatologia fóbica neurótica específica", desencadeada por fatores internos, e não por um trauma externo.

"Ela desenvolveu uma resposta emocional intensa devido à ansiedade de retornar para os filhos, o que gerou um estressor interno", afirmou. Bez destacou que, embora os sintomas sejam semelhantes aos de um transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), o caso dela não se enquadra no diagnóstico clássico, que exige um evento traumático externo. "O tratamento envolve medicação ansiolítica e psicoterapia para trabalhar a supressão desses sintomas", completou.


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