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Você sabe conversar com seu filho?

De bebê a adolescente, a maneira de se comunicar com as crianças muda.Saiba o que fazer em cada fase

Renata Losso - especial para o iG São Paulo |

Thinkstock/Getty Images
Para conseguir estabelecer um diálogo com as crianças, os pais devem se adequar aos filhos, e não o contrário

O primeiro passo para a construção de um relacionamento afetivo é a boa comunicação, mas nem todos os pais sabem como se comunicar adequadamente com as crianças. “Os pais não podem ser estranhos emocionais para seus filhos”, diz a psicopedagoga Eloísa Lima, mestre em Neurolinguística pela UFRJ.

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Falta de tempo não é desculpa: qualquer momento na rotina básica da família é uma oportunidade para conversar, como a hora das refeições. Para estabelecer um diálogo, os pais devem se adequar ao filho, e não o contrário. “Se não, conversar se tornará algo chato para a criança”, diz o psiquiatra Gustavo Teixeira, especialista em infância e idealizador do site “Comportamento Infantil”. Por isso, a faixa etária deve ser considerada – seja para falar de uma brincadeira, seja para falar de lição de casa.

Comunicando-se com bebês

De acordo com Christine Bruder, psicóloga e psicanalista do Primetime Child Development (Centro de Desenvolvimento para crianças de zero a três anos), os bebês são excelentes comunicadores e, mais do que na palavra, os pais devem investir no toque. “Ao entender que o bebê também quer se comunicar, os pais começam a interpretar as pequenas reações do bebê ao ser tocado”, diz. Assim, reparando em um sorrisinho aqui e uma ruído ali, dá-se a comunicação – que acaba sendo bem intuitiva.

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A palavra também funciona como um tipo de toque, por causa dos diferentes tons ao ser dita. Embora não entenda o significado da fala, o bebê sente acolhimento ou impaciência na comunicação com os adultos. Quando vai crescendo, o contato visual com o filho ajuda na boa comunicação: falar na altura dele é um sinal de respeito, segundo Christine.

Thinkstock/Getty Images
Mais do que palavras, os pais devem investir no toque quando estão se comunicando com um bebê

Comunicando-se com crianças

De acordo com a pedagoga e psicopedagoga Betina Serson, autora do livro “Seja o Herói dos seus Filhos” (Editora Melhoramentos), pelo menos cinco minutos diários de atenção dos pais aos filhos já fazem com que eles se sintam ouvidos. O período pode ser curto, mas precisa ser exclusivo. Logo, sem computadores ou celulares por perto.

Embora a criança já saiba falar, a forma como as coisas são ditas também devem ser consideradas. A partir dos dois ou três anos, de acordo com a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro “Criando Filhos em Tempos Difíceis – Atitudes e Brincadeiras para uma Infância Feliz” (Editora Mercuryo), as crianças entram na fase da teima e da birra e os pais não devem encarar o comportamento como uma disputa pelo poder e enfrentá-las – são atitudes que fazem parte do desenvolvimento.

Conforme a criança vai crescendo, os pais devem aumentar sua participação no diálogo. Deixe que seu filho explique o porquê de uma advertência na escola, por exemplo, em vez de mandá-lo diretamente para o quarto. Um pai também deve explicar as próprias razões ao filho, de maneira concisa, para a criança entender os motivos dos “nãos” e não fantasiar para compreender um fato.

Comunicando-se com adolescentes

A psicopedagoga Eloísa Lima afirma que, se não houver uma cumplicidade desde pequeno, a comunicação com os filhos adolescentes será muito mais difícil. De qualquer forma, a adolescência é momento para os pais recuarem um pouco. Há momentos em que o adolescente não vai querer conversar e preferirá manter seus segredos, que devem ser respeitados. Mas os limites não podem se perder.

A regra de ouro para a fase é: “em clima tenso não se discute”. Se pais e filhos estiverem com a cabeça quente, Elizabeth Monteiro recomenda deixar a conversa para depois. Os conflitos fazem parte do desenvolvimento e é preciso paciência.

A psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora do Colégio Graphein, indica reuniões familiares frequentes, para que a comunicação não se perca com a rotina diária e para estar atento às mudanças de comportamento do filho, que podem ser causadas por problemas mais sérios que ele esteja vivendo.

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