Problemas de saúde causados pelo estresse emocional são maiores quando a separação acontece com casais jovens, diz estudo

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Pessoas que se divorciam aos 35 anos têm mais problemas do que quem se separa aos 50
O divórcio provoca mais problemas de saúde em quem é jovem do que em pessoas mais velhas, provavelmente porque a idade dá mais recursos para você lidar com o estresse da separação. A conclusão é de um novo estudo conduzido pela socióloga, Hui Liu, da Universidade de Michigan.

O estudo avaliou relatórios de saúde de 1292 pessoas que fizeram parte de uma pesquisa conduzida em nível nacional nos EUA, American’s Changing Lives (Americanos Mudando de Vida). Ela comparou o estado de saúde das pessoas que haviam permanecido casadas durante os 15 anos em que a pesquisa foi realizada com os dados daqueles que haviam se divorciado no mesmo período.

Entre as pessoas nascidas nas décadas de 1950, aqueles que haviam se divorciado entre 35 e 41 anos tiveram mais problemas de saúde do que aqueles que tinham se separado entre 44 e 50 anos. Ambos os grupos tiveram mais problemas de saúde do que os que haviam permanecido casados.

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De um ponto de vista geracional, os baby boomers (nome que em geral se dá às pessoas nascidas entre 1943 e 106) sentiram um impacto mais forte na saúde depois do divórcio do que os nascidos uma geração antes.

O achado surpreendeu Liu. “Eu esperava que o divórcio fosse menos impactante entre pessoas mais jovens porque é uma situação tão mais comum entre elas”

Por outro lado, como a pressão para casar e permanecer casado costumava ser muito maior nas gerações mais velhas, aqueles que de fato conseguiam se divorciar se libertavam de situações de muita infelicidade e isso ajuda a explicar uma certa sensação de alívio com o final do casamento, sugeriu a socióloga.

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De modo geral, a saúde das pessoas que haviam se divorciado durante o período da pesquisa declinou mais rapidamente do que a das pessoas casadas. No entanto, o estado de saúde dos participantes que permaneceram separados durante todo o período da experiência não apresentou índices diferentes daqueles dos participantes que permaneceram casados durante o mesmo período.

“Isso sugere que não é o fato em si de estar divorciado ou estar casado que afeta a saúde. É o processo de transição, a passagem do casamento ao divórcio que é estressante e danosa para a saúde”, Liu declarou.

O estudo foi publicado no Journal Social Science & Medicine.

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