Dados do IBGE apontam transformações profundas no perfil das famílias brasileiras

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Mudanças apontadas são tendências que devem levar tempo para serem consolidadas
Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em seu estudo Estatísticas do Registro Civil 2010, divulgado no final de novembro de 2011, comparados com os dados obtidos na mesma pesquisa realizada em 2000, sugerem mudanças que tendem a alterar radicalmente a face da sociedade e da família brasileiras.

A idade média em que homens e mulheres solteiros se casam subiu dois anos – foi para 26 anos no caso das mulheres e 29 no caso dos homens. Na mesma linha, as mulheres vêm tendo o primeiro filho com idade mais avançada. Se em 2000 a taxa de crianças geradas por brasileiras com menos de 20 anos de idade era 21,7%, dez anos depois essa taxa caiu para 18,4%. Por outro lado, o estudo identificou aumento em todas as demais faixas etárias (24 a 29, 30 a 34, 35 a 39, 40 a 44 e 45 para cima) nesse mesmo período.

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O número de segundos casamentos está aumentando. Chegou a 18,3 % em 2010, contra apenas 11,7% em 2000. E o número de divórcios também bateu recorde – foram registrados 243.224 divórcios em 2010, 36,9% a mais do que em 2009. Desses, 70% foram consensuais. A maior parte das separações não consensuais foi iniciativa das mulheres (70%). O número de casais que optaram pela guarda compartilhada de filhos menores também cresceu, de 2,7% em 2000 para 5,5% em 2010.

Cruzando todas essas informações é possível traçar um perfil bem diferente da sociedade brasileira. Essas mudanças, no entanto, embora já estejam em curso, levam décadas para se consolidarem.

Ouvimos estudiosos de diversas áreas para analisar para onde nos levam esses indicadores e de que forma eles têm implicações no modo como estruturamos nossa carreira, nossa família e nossos relacionamentos afetivos.

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