Antes de serem adotados, animais de clínica paulistana passam por processo de adestramento para ficarem mais dóceis

Treinamento dos cães dura cerca de nove meses
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Treinamento dos cães dura cerca de nove meses

Além de melhores amigos do homem, no Centro Integrado de Atendimento ao Idoso (CIAI), em São Paulo, os cães assumiram outro papel: terapeutas. A ideia é aproveitar da alegria e descontração dos animais para melhorar o bem estar dos cerca de 70 integrantes da clínica.

Para conviver com os idosos, os cães passam, primeiramente, por um treinamento. O intuito, no entanto, não é que o animal faça acrobacias, mas, sim, se torne mais sociável. “Nós treinamos os cães terapeutas para que eles sejam dóceis e amáveis com os pacientes, e não para dar cambalhotas ou responderem aos comandos ‘senta’ ou ‘deita’, por exemplo”, explica o adestrador Antônio Marcos de Lima, do Centro de Treinamento de Cães para Terapia/Cães Assistentes, em São Roque.

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Todo o processo de adestramento dura cerca de nove meses. Num primeiro momento, o cachorro é orientado para ser sociável com outros animais e, na sequência, é apresentado às pessoas e aos objetos. “A convivência com os cães, auxiliadas por um psicólogo, podem trazer benefícios como (a melhora do) alongamento, reavivar a memória, para o tratamento de pessoas de todas as idades e com as mais variadas doenças”, conta Lima.

Segundo os profissionais do instituto, a aproximação dos animais com os idosos é imediata.. “O cão não tem preconceitos, não discrimina ninguém. O animal fica perto, dá atenção para quem estiver disposto a interagir com ele. Além disso, os idosos se lembram dos animais que tiveram e contam suas histórias”. Relata a terapeuta ocupacional Paula Amaral, antes de acrescentar: “essa convivência é muito positiva para idosos. Eles se movimentam mais, já que precisam abaixar para fazer carinho ou para escová-lo”.

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