Para quem quer manter a aparência jovial, cuidar da pele das mãos é tão importante quanto cuidar do rosto. Médicos recomendam rotina de hidratação e proteção solar

“Se você quer saber a idade de uma pessoa, olhe as mãos dela”. A afirmação da dermatologista Carla Góes não poderia ser mais verdadeira. As mulheres - e homens, por que não? – investem nos cuidados do rosto, mas pouca gente lembra das mãos. No entanto, segundo Carla, as mãos são tão vulneráveis quanto o rosto. Isso porque essas são as partes mais expostas às intempéries do dia a dia e, principalmente, ao sol.

O resultado do descuido é visível: manchas na pele podem aparecer já aos 30 anos. Mais tarde, depois dos 40 anos, as mãos começam a perder gordura e água, resultando em veias e tendões mais aparentes e pele ressecada.


Para Carla, o melhor jeito de manter as mãos jovens é a prevenção. Usar - e reaplicar - filtro solar com fator de proteção 30 ou mais é fundamental tanto no inverno quanto no verão. O cirurgião plástico Vitorio Maddarena sugere ainda que essa rotina comece aos 20 anos, assim como a hidratação periódica das mãos. “A pele das mãos não absorve muito os produtos, por isso é sempre bom reaplicar o hidratante ao longo do dia: uma vez de manhã, uma vez na hora do almoço e outra ao fim da tarde”, recomenda.

Maddarena ainda indica esfoliações periódicas nas mãos, para promover a renovação celular. Mas sem exagero! “É importante esfoliar mais ou menos a cada quatro meses. O intervalo é ideal para não agredir demais a pele e, ainda, para que não viremos escravos dos cuidados com nossas mãos”, explica.

A hidratação das mãos deve ser constante, pelo menos três vezes ao dia
Thinkstock Photos
A hidratação das mãos deve ser constante, pelo menos três vezes ao dia

Para as manchas na pele, há cremes clareadores que podem ser usados em casa sem grandes riscos, principalmente os que contêm retinol na composição. Este ativo não mancha a pele em contato com o sol, ao contrário do ácido retinóico, que só deve ser usado à noite.

O dermatologista Marcos Bonassi engrossa o coro: quanto mais cuidarmos de nossas mãos na juventude, menos teremos que nos preocupar com elas mais tarde. Se os cuidados caseiros forem mantidos, os tratamentos mais invasivos só serão necessários a partir dos 40 ou 45 anos.

É nesta idade que os sinais de envelhecimento se acentuam, e as mãos ficam mais magras, ossudas e com veias e tendões evidentes. Neste momento, é uma boa ideia investir em um preenchimento com ácido hialurônico na derme. O ácido atrai água, aumentando o volume da pele das mãos e deixando-as mais hidratadas.

O ácido hialurônico também pode ser aplicado sob a pele, entre os tendões, em casos mais extremos de perda de volume. Essa opção é indicada para mulheres mais maduras e, especialmente para as muito magras.

Além dos preenchimentos, a aparência da pele das mãos pode melhorar com aplicações de lasers e peelings. Bonassi recomenda a luz pulsada, que estimula a produção de colágeno - que decai 1% ao ano a partir dos 20 anos - e ajuda a diminuir manchas. Todos esses procedimentos devem ser feitos e acompanhados por um médico.

Embora a pele seja a vítima mais aparente do descaso, as unhas e cutículas também sofrem com o envelhecimento e a negligência. Com a idade, as unhas ficam mais frágeis e podem quebrar com facilidade, além de apresentarem estrias e outros relevos. Já as cutículas ficam mais ressecadas. Segundo Carla Góes, o ideal é sempre hidratá-las com produtos específicos, principalmente óleos, como o de semente de uva, todas as noites. O uso de bases fortalecedoras e intervalos entre as esmaltações também são muito benéficos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.