Histórias de pessoas que foram dispensadas pelos parceiros por e-mail, MSN e Orkut

Terminar um relacionamento amoroso é sempre desconcertante, talvez por isso o número de “foras” online venha crescendo. Segundo uma pesquisa realizada para o site britânico de relacionamentos DateTheUk, dos dois mil entrevistados, 34% afirmaram que terminaram o namoro por email, 13% simplesmente mudaram o status no Facebook para “solteiro” e 6% divulgaram a novidade no Twitter.

Melina:
Edu Cesar/Fotoarena
Melina: "O lado bom é que pela internet você é poupado do vexame”
Namorando há cinco anos, a administradora de empresas Melina Restituti passava por um período ruim na vida sentimental quando recebeu a notícia do fim pelo MSN. “Durante uma briga eu disse que seria muito difícil continuar o namoro naquelas condições, ele concordou comigo e eu provoquei dizendo que, então, a melhor opção seria terminar tudo; e ele e terminou mesmo”, lembra. “Eu olhava para a tela e não acreditava no que estava lendo", conta. 

Apesar da experiência ruim, Melina nota aspectos positivos na situação. “Uma das vantagens é que você pode chorar até o rosto ficar inchado, babar e se esgoelar sem que o outro veja. Mas quando o parceiro termina pessoalmente, ele percebe a sua tristeza, e isso é muito humilhante", conta ela, que já provou o outro lado da história. “Estava saindo com uma pessoa e não curti. Não pensei duas vezes em usar o MSN para encerrar”.

Chegou um e-mail para você
O estudante de economia João Victor Guedes armou tudo para ficar ao lado da garota por quem era apaixonado. Os dois já tinham namorado dois anos antes, e na ocasião estavam juntos há três meses. Ele, que morava em Belo Horizonte, estudava para passar no vestibular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, localizada na cidade onde a garota morava.

Foi num dia típico de estudos que, entre uma leitura e outra, ele resolveu checar o seu e-mail. Lá estava uma mensagem da namorada (agora “ex”) encerrando a relação. Ela não acreditava que João passaria no vestibular da universidade pública e, por isso, achou melhor “resolver o problema”.

“Abri a mensagem muito ansioso e, ao ler, fiquei chocado. Nunca pensei que ela pudesse terminar comigo assim”, afirma. “Ela duvidou da minha capacidade intelectual e não quis me falar pessoalmente. Somos amigos, mas continuo achando que esse não é um jeito legal de encerrar um relacionamento”.

Em tempo: João Victor passou no vestibular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além disso, também foi aprovado em outras três faculdades. “Depois daquele e-mail decidi ficar em Minas mesmo.”

Seu namorado está... solteiro?
Telma de Faria disse que passou o maior vexame de sua vida por causa um fora pelo Orkut. Certa vez, uma amiga do “ex” deixou um recado “carinhoso demais”, como ela define. Irritada, a estudante alfinetou a garota no próprio mural do amado. “Falei para ela mandar recadinhos para um homem solteiro, não para o meu namorado”. O que ela não esperava é que, logo em seguida, o namorado defenderia a garota.

“Ele deixou uma mensagem dizendo: ‘ignore o que ela fala, você pode deixar quantos recados quiser’”. E a tal menina deitou e rolou. Comemorou, agradeceu e mandou muitos beijos. “Fiquei possessa!”, diz Telma. “Deixei um recado estúpido para os dois e, logo depois, vi que ele havia me deletado da rede dele e mudado a situação amorosa para ‘solteiro’”.

Telma se arrepende de duas coisas: vigiar os recados do namorado e discutir um assunto particular em público/virtual. “Hoje em dia não faço parte de nenhum site de relacionamentos. Acho exposição demais. Namorei outro rapaz que tinha Facebook e eu nunca quis ver o que rolava lá. Aprendi a respeitar a privacidade dos outros e exigir que respeitem a minha.”

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