Quais cuidados a gestante com HIV precisa ter?
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Quais cuidados a gestante com HIV precisa ter?


No mundo todo, 870 mil mulheres são infectadas com o HIV todos os anos, segundo dados da Unaids, programa das Nações Unidas que tem como função criar soluções e ajudar os países com o combate ao vírus. Apesar de todo o estigma relacionado à doença, é perfeitamente possível que mulheres soropositivas tenham filhos saudáveis . Basta seguir algumas orientações relacionadas à gestação e ao parto. 



A ginecologista e Obstetra Clínica MedPrimus  Dra. Fernanda Pepicelli, em entrevista ao Delas, esclarece algumas dúvidas sobre o tema. Confira a seguir.


Quais os cuidados que uma gestante com HIV precisa tomar durante a gestação? 


Pepicelli explica que a gestante com HIV é considerada de alto risco, portanto precisa ser acompanhada por um profissional especializado. A gestante precisa ser bem orientada quanto a doença, alguns sinais e sintomas de alguma infecção oportunista, que pode ocorrer durante a gravidez deve ser bem orientada para ser tratada imediatamente. 

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“A paciente deve entender o impacto positivo do uso dos medicamentos para o HIV. Para ela mesma e para evitar a transmissão para o bebê. Além disso, manter hábitos de vida saudável e realizar atividade física, tem impacto na manutenção da imunidade”, acrescenta. 


Cuidados durante o parto para não ocorrer a transmissão vertical


Transmissão vertical é quando há contágio de um vírus materno para criança durante o parto e/ou gestação. Este contágio pode ocorrer porque o vírus passou pela placenta ou através do contato do bebê com alguma secreção sangue maternos contaminados. 

Para evitar que ela ocorra é importante o acompanhamento da carga viral da gestante. Isso reduz o risco de transmissão para o bebê. A médica explica que outro ponto fundamental para a proteção do feto é manter a bolsa de água íntegra. Quanto mais tempo ela se mantiver íntegra melhor. Por isso o mais recomendado para gestantes soropositivas seria a cesariana.

Porém, em casos selecionados, é possível sim, fazer um parto normal. “Em casos selecionados é possível sim. Mas é preciso que a mãe esteja com a carga viral indetectável, esteja o maior tempo possível com a bolsa das águas integra e que o trabalho de parto não seja prolongado. Isso tudo para evitar a contaminação”, explica. 

Assim que o bebê nasce é feito um tratamento profilático durante um período para zerar qualquer vírus que tenha passado da mãe para a criança. Além disso, outro cuidado a ser tomando e que a mãe, infelizmente, não pode amamentar, já que o leite materno contém o vírus. No entando, é possível que a criança tenha acesso aos benefícios do leite materno por meio dos bancos de leite humano.

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