Assim como vários temas relacionados à saúde da mulher, a pílula do dia seguinte (PDS) ainda é motivo de muita dúvida. Por não dominar como o medicamento funciona, algumas mulheres fazem o uso errado – o que pode causar uma série de efeitos colaterais e até diminuir a eficácia da PDS.

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mulher tomando remédio
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A pílula do dia seguinte é um medicamento de emergência e não deve ser usado em excesso, pois perde a eficácia e causa efeitos colaterais

Não são raros os relatos de leitoras do Delas que fazem uso frequente da pílula do dia seguinte , a PDS. No entanto, os ginecologistas e obstetras Domingos Mantelli e Erica Mantelli explicam que essa não é a proposta do medicamento. Além disso, o uso exagerado pode diminuir sua eficácia, além de causar efeitos colaterais.

“O uso da pílula do dia seguinte não deve se tornar um hábito, já que os níveis de hormônio são altos”, alertam. Com a ajuda dos profissionais, listamos abaixo seis motivos que explicam porque não é necessário exagerar na PDS :

1. É um método de emergência

A primeira coisa que você deve saber sobre a pílula do dia seguinte é que ela é um método de emergência. Por isso, deve ser utilizada em situações que fogem à regra. “Quando o sexo é desprotegido, a camisinha estoura no momento da ejaculação ou quando a mulher se esquece de tomar a pílula anticoncepcional durante dois ou três dias”, exemplificam os médicos.

Não deixe de se proteger pensando que a PDS está ali para você. Na verdade, isso pode ser um erro, já que ela também pode falhar, além de não proteger contra DSTs.

2. Não é uma pílula anticoncepcional

Como comentamos, a PDS é um medicamento de emergência. Diferente da pílula anticoncepcional, ela é utilizada em último caso e sempre após o sexo. “O ideal é que a mulher tome em até três dias (72 horas) após a relação sexual”, falam.

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3. Há uma série de efeitos colaterais

A PDS é conhecida por ser uma “bomba” de hormônios, o que tem impactos fortes no organismo feminino. “O uso do medicamento pode causar alguns efeitos colaterais, como diarreia, vômito, náuseas, dores de cabeça e no corpo, além de aumentar a retenção de líquido”.

4. A menstruação fica desregulada

A pílula do dia seguinte também pode atrasar a menstruação. “Geralmente, ela desce até 10 dias antes ou depois do esperado”, explicam. Com a menstruação desregulada, fica mais difícil controlar o ciclo e saber se você está ou não no período fértil. Por isso, se não for uma emergência, evite usá-la.

5. A eficácia diminui conforme o uso

O uso frequente da da  pílula de emergência  diminui sua eficácia, ou seja, quanto mais você usar, menos efeito vai fazer e o risco de engravidar aumenta. “Deve-se evitar tomar mais que uma dose por mês”.

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6. Não deve ser combinada com anticoncepcional

Se você toma pílula anticoncepcional regularmente sob orientação de um ginecologista, o uso da pílula do dia seguinte é desnecessário. “A combinação dos contraceptivos não aumenta a prevenção da gravidez, mas acarreta problemas circulatórios e perda de libido causada pela alta dosagem hormonal dos medicamentos”, alertam.

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