Com o passar dos anos, a ação do tempo fica cada vez mais notável na sua beleza. Porém, apesar de ser normal perceber a flacidez na pele ou os cabelos grisalhos, essas não são as únicas partes do corpo afetadas. Isso significa que o envelhecimento é uma questão que te afeta por dentro e por fora, incluindo o mais "íntimo", que é a sua vagina.

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mulher com as mãos sobre a vagina
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Assim como o resto do corpo, a vagina também passa por um processo de envelhecimento - que pode ser prevenido

Ao Delas , a dermatologista Natasha Crepaldi explica que existem diversas diferenças físicas entre uma  vagina "jovem" e uma "envelhecida". "Externamente uma vagina 'jovem' tem uma cor homogênea, sem manchas, linhas e enrugamentos. Já internamente, tem secreção lubrificante suficiente, é firme durante a relação sexual, que ocorre sem dor ou incômodos, além de não haver perda de urina, por exemplo", comenta. 

Porém, algumas dessas características acabam mudando com o tempo, tanto pelos hormônios, quanto por outras questões, como gravidez e parto, variações de peso, prática de exercícios e, claro, o próprio envelhecimento natural. Isso começa a acontecer, geralmente, junto com o resto do corpo, ou seja, próximo aos 30 anos. "É próximo à essa idade que há perda de fibras colagenas e elásticas, com inicio de frouxidão", diz a dermatologista. 

Fernanda Pepicelli, ginecologista e obstetra da Clínica MedPrimus, reforça que isso tudo é um processo, e é com a menopausa que isso se intensifica. "Com as mudanças hormonais, os tecidos da região 'afinam'. Isso costuma acontecer em torno de 52 anos, mas pode ocorrer normalmente em mulheres entre 40 e 55 anos", completa. 

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Como o envelhecimento da vagina afeta a vida da mulher?

Mas, afinal, como esse envelhecimento afeta diretamente a vida da mulher? A ginecologista diz que esse “afinamento” da pele pode causar diminuição na lubrificação, secura e irritação. "Há uma diminuição da proteção, sendo mais fácil contrair infecções vaginais e urinárias", explica. 

Além disso, a "pepeca" começa a ficar com sinais de flacidez, coloração opaca, afrouxamento, redução da secreção lubrificante e "bexiga baixa", que causa perda de urina.

Já no sexo, a falta de lubrificação vaginal pode tornar a relação sexual dolorosa e, dependendo da mulher, causar até diminuição da libido. "Tudo isso, compromete a autoestima, prejudicando a qualidade e aproveitamento da relação sexual", comenta Natasha.

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Rejuvenescimento íntimo: procedimento promete "renovar" vagina

Existe um procedimento estético, porém, que promete deixar a vagina "jovem" de novo. É o chamado rejuvenescimento íntimo , feito lasers e radiofrequências pouco invasivos. Segundo a dermatologista, ele é apropriado para mulheres de qualquer idade que estão incomodadas com a flacidez, frouxidão do canal vaginal, ressecamento vaginal, desconforto no sexo, etc. 

"São cerca de três sessões com intervalos mensais, praticamente indolor, e sem necessidade de afastamento das atividades habituais e/ou privação sexual. O objetivo é trazer qualidade de vida, autoestima e autoconfiança para a mulher", explica a profissional. 

Em resposta ao estímulo do laser, o resultado é o estreitamento do canal vaginal, o que dá uma sensibilidade maior durante o sexo, aumento da lubrificação, por melhora da vascularização e da função da mucosa local, além da redução de chances de infeções urinárias e genitais.

"Além desse procedimento, há alguns cremes manipulados que melhoram a qualidade da pele da parte externa da vagina", complementa Natasha. 

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Cuidados com a região íntima também previnem o envelhecimento

Outros cuidados, que não incluem cosméticos ou procedimentos estéticos, também podem fazer a diferença para prevenir esse processo de envelhecimento. Fernanda afirma que ter hábitos saudáveis na sua rotina, o que inclui uma dieta equilibrada, o consumo de água, horas de sono e até não fumar, podem influenciar nisso.

Fisioterapia pélvica ou pompoarismo  , ambos com auxílio de uma profissional, são exemplos de exercícios voltados para o assoalho pélvico que serve para fortalecimento da musculatura da região — o que evita "bexiga baixa" e diminuição da lubrificação. Também é essencial ter um acompanhamento de rotina com a sua ginecologista para falar desses cuidados com a  vagina 

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