Reprodução: Alto Astral
"Estou profundamente preocupada com as mulheres", diz Malala sobre TalIbã ter assumido o Afeganistão

A tomada de Cabul, capital do Afeganistão, pelo grupo extremista Talibã no último domingo (15), relembra o ano de 2008, quando a ativista paquistanesa Malala Yousafzai precisou fugir da região onde morava após a dominação do grupo. Com o impedimento de que meninas fossem à escola , ela se posicionou publicamente e defendeu o direito educacional feminino.

O ato de coragem não conferiu apenas reconhecimento à Malala, como também um tiro na cabeça, em 2012, quando voltava da aula. Gravemente ferida, a ativista se tornou uma personalidade global e recebeu ofertas internacionais de ajuda.


Após sua recuperação, passou a lutar ativamente para que mulheres e meninas pudessem frequentar as escolas e estudar de maneira segura e fundou a "Malala Fund" — organização que trabalha para que garotas possam aprender e liderar sem medo. Por isso, a jovem de 24 anos ganhou o Prêmio Nobel da Paz, em 2014.

Preocupação com mulheres e minorias

Poucas horas depois da dominação do Talibã, Malala usou o Twitter para comentar sobre a situação e manifestar sua preocupação com o país e, sobretudo, com mulheres, minorias e defensores dos direitos humanos. No tweet, ela ainda pede ajuda às potências globais para controlar a situação e fornecer auxilio e proteção à população.

"Assistimos em completo choque enquanto o Talibã assume o controle do Afeganistão. Estou profundamente preocupado com as mulheres, as minorias e os defensores dos direitos humanos. As potências globais, regionais e locais devem exigir um cessar-fogo imediato, fornecer ajuda humanitária urgente e proteger refugiados e civis".

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Na última segunda (16), a ativista recorreu novamente à rede social para agradecer a primeira-ministra da Noruega Erna Solberg por sua liderança e por permitir que ela compartilhasse as preocupações das mulheres que estão no Afeganistão.

"Obrigada por sua liderança, primeira-ministra, e por me permitir compartilhar as preocupações que estou ouvindo de mulheres no Afeganistão. Eu peço ao Conselho de Segurança que aprove uma resolução para proteger as mulheres, meninas e minorias afegãs", disse Malala.

Erna Solberg também usou a rede para deixar registrado seu agradecimento à ativista sobre tudo que ela tem feito pela população do Afeganistão nesse momento de horror e disse ainda que a Noruega atenderá sua solicitação de ajuda.

"Querida Malala, obrigada por defender mulheres e meninas e pela proteção dos civis durante a turbulência que vemos no Afeganistão agora. A Noruega atenderá sua chamada em nosso trabalho no Conselho de Segurança", garantiu a primeira-ministra.

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