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Devido a infecção de garganta não tratada, Amanda Flores entrou em choque séptico, tendo que amputar quatro membros; namorado não só ficou ao seu lado durante todo o trauma, como pediu sua mão em casamento

Toda mulher que quer se casar,  sonha com o dia em que poderá desfilar até o altar. Para uma mulher nos EUA, caminhar até o altar no dia do casamento ganhou um significado totalmente diferente, pois ela teve seus braços e pernas amputados.

Amanda Flores, que teve braços e pernas amputados, conseguiu andar e dançar no dia do casamento dela
Reprodução
Amanda Flores, que teve braços e pernas amputados, conseguiu andar e dançar no dia do casamento dela


A norte-americana Amanda Flores teve os membros amputados pouco mais de um ano depois de conhecer seu marido, Frank Bordoy, que ficou ao lado dela mesmo com todas as dificuldades e ainda pedindo sua mão em casamento . Amanda ficou surpresa e aceitou, mas com a condição de que pudesse andar no dia do casamento .

A condição se tornou realidade. Com o auxílio de próteses e muitas sessões de fisioterapia, Amanda, que é mãe de dois meninos, conseguiu andar e oficializou sua união com o namorado, também pai de duas crianças - mas que vivem com a mãe.

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Antes do dia do casamento

Amanda teve o dia do casamento que quis. Suas amputações foram causadas por choque séptico
Reprodução
Amanda teve o dia do casamento que quis. Suas amputações foram causadas por choque séptico


Amanda e Frank se conheceram em um bar em abril de 2013 e o romance decolou: em junho de 2014 ele se mudou para a casa em que Amanda vivia com os dois filhos.

Entretanto, em novembro de 2014, ela pegou o que parecia ser uma gripe forte. Os sintomas, porém, persistiam e, na véspera do natal, Frank decidiu levar a então namorada ao médico. Ao realizar testes, os médicos viram que os níveis de oxigênio no sangue da Amanda estavam perigosamente baixos. Momentos depois, ela entrava em coma.

Amanda havia contraído uma infecção de garganta. Não tratada, a infecção se espalhou e ela estava tendo um choque séptico. Seus órgãos começaram a falhar e o sangue não conseguia chegar às extremidades do corpo.

À família de Amanda, disseram que ela possivelmente não sobreviveria e que a única opção era amputar as extremidades dos braços e pernas, que já não recebiam sangue, impedindo que a infecção se espalhasse. “O cirurgião perguntou, ‘Você acha que ela aguenta? Ela terá a vontade de sobreviver? A maioria das pessoas não tem’. E eu respondi: ‘Com certeza [ela terá]. Ela tem aqueles dois menininhos por quem viver”, contou ao jornal “The New York Times” a irmã de Amanda, Isabel Llerena.

Amanda acabou passando dois meses em coma. Durante esse tempo todo, Frank ficou ao seu lado, apesar de a família da namorada tê-lo “dispensado” de qualquer obrigação com ela, até porque os dois estavam juntos havia apenas pouco mais de um ano. Ele, porém, disse que, ainda que não oficialmente, Amanda já era sua esposa e que ele não iria abandoná-la.

Quando ela acordou, Frank não via mais sentido em “esperar” e fez o pedido, mas ela só se sentiu preparada para se casar em agosto deste ano, após recuperar a força de seus membros e poder andar. Amanda também se tornou uma mentora para pessoas com amputações.

“Dia após dia eu fico mais e mais impressionado com o progresso dela”, disse Frank em entrevista à emissora "NBC".

O dia do casamento foi celebrado diante de 95 amigos e familiares do casal. Na festa , Frank e Amanda ainda dançaram juntos e, agora, os dois irão numa lua de mel no México.

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