A justiça brasileira está impedindo Patrícia Garcia de ver o próprio filho, Sama, ainda em idade de amamentação, por oferecer uma  dieta vegetariana a ele. Ela é paraguaia, mas vive em Foz do Iguaçu (PR), e foi denunciada pelo pai da criança por negligência à saúde do filho. Patrícia não vê Sama há um mês e precisa ordenhar o leite para entregá-lo.

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Reprodução/Instagram
Patrícia foi denunciada pelo pai da criança

A mãe usa o Instagram para expor o caso e pedir ajuda. Ela afirma que segue a religião Hare Krishna, na qual o consumo de origem animal não é permitido, mas garante a saúde do filho. Patrícia relata que costumava amamentá-lo de oito a 12 vezes por dia. A mãe ainda fala que não foi escutada pela justiça e teve laudos médicos indicando a saúde da criança ignorados.

Em live no Instagram, afirma que a ordem judicial indicava que ela não tinha feito pré-natal. No entanto, diz que, embora consiga provar o acompanhamento médico, a justiça não deu a ela o direito de se manifestar. “Era pro meu bebê estar mamando no colo. Ele e eu temos esse direito. Não é nem algo desumano, mas sim inatural. Se essa é natural, deveria ser inviolável”, afirma Patrícia.

“Eu estou levando para o meu bebê o leite em uma garrafa, em vez de dar leite no meu peito. Eu entrego o leite através desta bolsinha", fala mostrando o recipiente. "A gente nunca ficou separado desde o dia que ele nasceu, é desumano", comenta. "Isso não é violência, é tortura.”

Ela explica que o filho é fruto de um relacionamento com um brasileiro professor na Universidade Federal da Integração Latino-Americana, em Foz do Iguaçu. Patrícia veio ao Brasil cursar mestrado em Educação. Ela ainda diz que nasceu e foi criada em uma cultura naturalista. "Eu não conheço outra cultura. Estão me incriminando pela minha alimentação, estão me incriminando pelo que sou.” 

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