Caroline Opata de Jesus Silva
Reprodução/Arquivo pessoal
Caroline Opata de Jesus Silva


Um acidente doméstico na infância foi capaz de mudar a vida de Caroline Opata de Jesus Silva, hoje com 21 anos. Quando a jovem tinha 1 anos e 7 meses, ela ingeriu soda cáustica acidentalmente e, como consequência, sofreu uma grave lesão no esôfago.

"Ela sempre foi saudável e nada nunca tinha acontecido com ela. Nesse dia, depois do almoço, ela pediu água. Em questão de um minuto, enquanto fui buscar o copo de água na sala, Caroline achou um balde com soda cáustica na lavanderia, jogou a gema de ovo que estava comendo dentro e colocou na boca novamente. Na hora, ela veio correndo e chorando até mim. Fiquei preocupada, olhei a boca dela, achando que tinha machucado. Nesse momento, meu marido disse que ela tinha mexido em um balde, e corremos com ela para o hospital. No caminho, a baba dela queimava minha mão", lembra Adriana Opata Santana, mãe de Caroline, em relato à revista Crescer.

Adriana lembrou de quando todo o pesadelo começou. "Quando chegamos à emergência, ela teve duas paradas cardíacas. Achei que ela fosse morrer. Foram quinze dias de internação, um pesadelo! Quando ela recebeu alta e eu fui dar comida, ela não conseguia comer. Voltamos para o hospital e nossa luta começou".

"Hoje, com 21 anos, ela passou pela 14ª cirurgia e continuamos firmes e fortes. Eu creio que ela vai ficar livre das sondas. As cicatrizes vão ficar, mas o importante é ela viver a vida que ela sonha pra ela", finalizou Adriana.

Em relato à revista, a própria Caroline resumiu como foram os seus últimos 21 anos: "Apesar de tudo, minha infância foi tranquila. Passei a maior parte do tempo no hospital, mas frequentei a escola. Somente minha alimentação sempre foi diferente. Eu tinha que tomar cuidado na hora de comer e, até hoje, tenho que ter cuidado. Sempre corri, brinquei e atualmente, faço tudo o que uma pessoa normal faz. Ainda não comecei a falculdade, pois tive que passar por cirurgia e acabei adiando. Mas pretendo começar a fazer o curso técnico de enfermagem no ano que vem".

"Por causa das inúmeras cirurgias, nunca consegui trabalhar. No total, foram 14! Mesmo assim, sou grata a Deus por ter chegado até aqui. O tratamento ainda não acabou, mas eu acredito na vitória!", conclui.

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