Genevieve Roberts vive no sudeste de Londres e, depois de passar por um divórcio aos 30 anos, ela decidiu fazer testes de fertilidade para realizar o sonho de ter um bebê e ser mãe solteira.

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Reprodução/Instagram/@genevieve_roberts
Genevieve Roberts escolheu ser mãe solteira. Ela tem uma filha, chamada Astrid, e está grávida de oito meses


Genevieve é escritora e optou por uma inseminação intrauterina para engravidar da filha Astrid. Agora, grávida de oito meses de seu segundo filho – também fruto de uma fertilização in vitro –, ela escreveu o “Going Solo: Minha escolha para se tornar uma mãe solteira ”, um livro sobre suas experiências com a maternidade.

Em entrevista ao Daily Mail , ela conta os motivos que a fizeram escolher criar a filha sem uma figura paterna. “Todas as decisões que vou tomar sobre o cuidado da minha filha são decisões que eu tomo sozinha. Eu escolhi ir sozinha”, declara a mulher.

“Sem nenhum parceiro, sou capaz de me concentrar exclusivamente em minha filha e não me preocupar, como muitos de meus amigos fazem, com a forma como a paternidade afeta meu relacionamento”, complementa ela.

Como é ser mãe solteira?

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Genevieve ao lado da filha, Astrid, quando era recém-nascida

A escritora relata que há uma “simplicidade” em ser mãe solteira. “Agora me vejo em uma situação em que não preciso considerar outro ponto de vista sobre como criar os filhos”, argumenta.

No livro, Genevieve relembra depoimentos de mães que, de acordo com ela, dizem que teria sido mais fácil educar os filhos sozinhas. “Você não percebe o quão diferente você quer educar as crianças até que você esteja fazendo isso”, relata a autora.

“Outra mãe com quem falo diz que acredita que seu casamento foi arruinado pela paternidade. Embora ela ame sua filha, antes de ela chegar ela e seu marido se divertiram muito. Agora, ela diz, eles perderam um ao outro”, salienta Genevieve.

Apesar de destacar os atributos positivos – em seu ponto de vista – de se criar uma criança sozinha, a londrina também falou sobre as dificuldades.

“Há momentos em que desejo uma mão extra para que eu possa consertar a cadeirinha de carro da Astrid ou fazer compras junto com minha filha. Alguns dias são realmente difíceis, como quando Astrid não está bem e não para de chorar e eu gostaria que houvesse alguém para ajudar”, conta.

Para Genevieve, a maternidade é algo inerente das mulheres e passa de geração em geração. “Elas podem ser mulheres de carreira, ambiciosas e bem sucedidas, com parceiros iguais e responsabilidades compartilhadas para manter suas casas funcionando, mas quando têm um bebê pequeno e dependente, elas inconscientemente imitam a vida de seus pais”.

Da vida de solteira ao divórcio

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Ela teve um casamento difícil e não queria se relacionar após o divórcio

A inglesa conta que sempre teve o desejo de ter filhos, e esperava realizar esse sonho em um relacionamento. “Apesar de eu me casar aos vinte e tantos anos, e ter sido franca sobre a importância de ter filhos para mim, eu não tinha certeza de que era a coisa certa”, desabafa.

O relacionamento de Genevieve com o ex-marido era tão conturbado que os vizinhos precisavam intervir nas brigas do casal para verificar a situação.

“Semanas antes do casamento eu perguntei se poderíamos adiar e ele disse 'não'. Depois, parecíamos incapazes de apoiar um ao outro. Nós brigamos tanto que os vizinhos entravam em contato para ver se tudo estava bem”, relembra ela.

Ela conta que depois do divórcio não pensou em namorar e disse que não se preocupava com a fertilidade. O desejo de ser mãe começou após um exame de consciência. “Tinha uma carreira de sucesso como editora de notícias, meu próprio apartamento no sudeste de Londres, uma família amorosa e bons amigos, mas ainda me sentia insatisfeita”, confessa.

Aos 37 anos, ela deu início ao processo de fertilização in vitro . O procedimento foi longo, visto que os níveis de fertilidade dela eram baixos. Genevieve, contudo, alerta para o alto custo do método. “É muito difícil embarcar no tratamento de fertilidade como uma mulher solteira se você não for financeiramente estável”, afirma.

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Importante ser honesta com Astrid

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Astrid quando era recém-nascida. Genevieve diz ser honesta com ela quanto à sua origem biológica


A escritora diz ser honesta com a filha sobre como ela veio ao mundo. “Costumo dizer a ela que ela tem tio, tia, primos e avôs que a amam, mas não tem pai. Quero que ela se sinta segura e que possa me fazer perguntas sobre suas origens”, relata a londrina, que também afirmou que vai apoiar a filha caso ela queira conhecer o pai biológico. “Se ela quiser, poderá entrar em contato com seu doador aos 18 anos”.

No colégio, Astrid não passa por nenhuma dificuldade, declara a mãe. “Quando ela frequenta a escola, fico impressionada com o fato de que a maioria das crianças aceita tudo o que vê na frente delas e não é afetada pelas normas sociais”, comemora.

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Há espaço para outro relacionamento sério?

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A mãe afirma não procurar por relacionamento sério agora. "eu não estou realmente disponível por enquanto"


Genevieve relata não estar preocupada com namoros agora. Ao abordar o assunto, ela conta que tentou namorar quando Astrid era um pouco mais nova, mas que se sente feliz por não estar em um relacionamento neste momento.

“Eu não tenho certeza se seria capaz de dar a alguém um tempo significativo na minha vida, então eu não estou realmente disponível por enquanto. Um relacionamento virá em seu próprio tempo”, reitera a autora.

“Enquanto isso, sei que estamos cercadas de amor, embora não do tipo mais convencional. Mas o amor pode vir de qualquer lugar, e só porque não vem em uma caixa padrão não o torna menos edificante ou maravilhoso”, acrescenta Genevieve.

Ela enfatiza que a experiência de ser mãe solteira contribui para que ela não se sinta pressionada. “Eu não preciso ficar acordada até tarde para descobrir como foi o dia do meu parceiro. Se eu estou cansada, eu vou para a cama”, finaliza a mulher.

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