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Apesar dos baixos níveis de concentração da substância encontrada no leite materno, o efeito da exposição a longo prazo no bebê ainda não é certo

Um estudo publicado este mês aponta que mães lactantes que fumam maconha podem ter concentrações de uma substância psicoativa da droga no próprio leite . E apesar dos baixos níveis de concentrações encontrados, o efeito da exposição a longo prazo ao bebê ainda é incerto. “Mães devem ser cuidadosas ao usar a cannabis durante a gravidez e amamentação”, concluíram os especialistas.

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“Mães devem ser cuidadosas ao usar a cannabis durante a gravidez e amamentação”, concluíram os especialistas
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“Mães devem ser cuidadosas ao usar a cannabis durante a gravidez e amamentação”, concluíram os especialistas

Apesar do uso da maconha ser proibído no Brasil, cada país tem sua determinação sobre a droga e, em diferentes lugares, as pessoas são livres para fazer uso da cannabis. Sendo assim, pesquisadores do Departamente de Obstetrícia, Ginecologia e Pediatria da Faculdade de Farmácia da "Texas Tech University Health Sciences Center" decidiram avaliar o riscos do consumo em conjunto com a amamentação .

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Como o estudo foi realizado

Os especialistas acompanharam oito mulheres, sendo que a maior parte delas declarou que fuma maconha apenas socialmente, enquanto uma afirmou usar a cannabis com mais frequência. 

Essas mulheres que participaram do estudo piloto sobre a maconha estavam entre o segundo e quinto mês do pós-parto e alimentavam seus filhos apenas com o leite que produziam. Antes das amostras de leite serem coletadas, elas ficaram ao menos 24 horas sem consumir a droga.

Depois disso, fizeram uso da cannabis e voltaram a ter amostradas coletadas depois de 20 minutos, uma hora, duas horas e quatro horas. 

O que os especialistas descobriram

Foram encontradas baixas concentrações de delta-9-tetra-hidrocanabinol, a principal substância psicoativa encontrada na cannabis, no leite das mães. Por conta disso, os bebês, que se alimentavam exclusivamente do leite materno, chegaram a ingerir, em média, 2,5% da dose usada por suas mães

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Como a exposição à substância psicoativa a longo prazo durante o desenvolvimento do cérebro ainda não é certa, mesmo que em baixas doses, os especialistas recomendam atenção das mães que fazem uso da droga durante a gestação e amamentação – ou seja, o melhor mesmo é não fazer uso.

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