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Riley Maddox passou por uma delicada cirurgia para conseguir sobreviver, mesmo com medo, a mãe dele acompanhou todo o processo e conta detalhes

Com apenas 18 meses, o pequeno Riley Maddox passou por uma delicada cirurgia que salvou a vida dele. Meses depois de nascer, ele desenvolveu craniossinostose – uma condição rara que faz com que as placas do crânio se fundam – e, por isso, precisou ter o crânio desmontado e depois colado, foi como montar um "quebra-cabeça".

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Riley Maddox precisou passar por uma  cirurgia no crânio aos 18 meses e só teve as placas só se fundiram aos 4 anos
Reprodução/Facebook
Riley Maddox precisou passar por uma cirurgia no crânio aos 18 meses e só teve as placas só se fundiram aos 4 anos


A cirurgia é necessária porque a forma irregular do crânio pode esmagar partes do cérebro, podendo levar a criança a ter dificuldades de aprendizagem, problemas oculares e até a morte. Segundo informações do portal britânico “Daily Mail”, os especialistas ainda não sabem o que causa essa condição, mas acreditam que pode ser um fator genético.

Detalhes da cirurgia no crânio 

A cirurgia durou cinco horas e os cirurgiões precisaram cortar a cabeça no menino de orelha a orelha. Depois que terminou, ele passou dias sem conseguir abrir os olhos, pois estavam completamente inchados, também ficou dias em uma unidade de alta dependência. “Ambos os olhos estavam inchados, o que era assustador para ele e para mim, porque você não poderia explicar para alguém tão jovem o que estava acontecendo”, expõe a mãe de Riley, Amanda Maddox.

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Riley, agora com cinco anos, tem uma cicatriz em zig-zag para lembrá-lo da condição que causou atrasos em seu desenvolvimento e infelizmente essas sequelas serão permanentes. Ele tem problemas de fala, luta para se equilibrar – principalmente com uma das pernas – e ainda não pode andar de bicicleta. No entanto, o menino é determinado e permanece com alto astral e tenta curtir ao máximo a vida dentro de casa.

Problemas de desenvolvimento

Amanda conta que em junho o filho completa seis anos, mas, em questão de desenvolvimento, ele está muito atrás do que é esperado para a idade dele. A mãe lembra que foi difícil assinar um formulário de consentimento autorizando uma pessoa tão pequena a passar por uma operação tão grande e assustadora. “É uma mistura de emoções. Eu me senti mal porque sou a mãe dele e meu trabalho é protegê-lo.”

Entretanto, a cirurgia era necessária e a mãe sabia disso, caso contrário a cabeça dele ficaria deformada, isso só pioraria conforme ele fosse envelhecendo e a pressão no cérebro poderia matar o menino. Os pontos que o menino levou na cabeça estavam completamente fechados em seis meses, porém as placas que foram remontadas só se fundiram por completo quando completou quatro anos de idade.

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A cirurgia no crânio salvou o menino, mas não evitaram algumas sequelas. “Ele tem o que os médicos chamam de atraso global no desenvolvimento, o que significa que há um atraso em duas ou mais áreas do cérebro”, diz a mãe. “É um efeito indireto porque essas áreas estão ligadas ao desenvolvimento e não foram capazes de crescer no ritmo que deveriam”, conclui.

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