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Termos como "sofrimento fetal" podem assustar mais do que o necessário

Você já passou por um parto? Se sim, quais frases ouviu das pessoas ao seu redor neste momento? Pode até parecer algo banal para você, mas especialistas no assunto na Austrália querem criar algumas regras para o que é dito durante este processo tão importante na vida de uma mulher.

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Algumas frases ou termos usados durante o parto podem deixar a mãe mais nervosa e com medo do que ela precisaria ficar
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Algumas frases ou termos usados durante o parto podem deixar a mãe mais nervosa e com medo do que ela precisaria ficar

Parteiras do estado de Queensland criaram uma lista de frases e termos  que elas acreditam que deveriam ser banidas da sala de parto porque podem ter um impacto significativo nas mulheres que estão tentando dar à luz . De acordo com reportagem do portal “Daily Mail”, entre elas estão frases como “boa garota”, algo que pode parecer paternalista, ou insinuações de que algo vai errado, que pode ser assustador.

As profissionais querem trabalhar com frases mais empoderadoras, para dar maior incentivo para a mãe que já está em um processo tão delicado e até mesmo assustador algumas vezes. As contrações poderiam ser descritas como “fortes” ao invés de “dolorosas”. Alguns cursos têm até mesmo sido atualizados para falar sobre a necessidade de uma linguagem positiva durante o nascimento de uma criança.

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Mudanças sugeridas

Ao invés de falar “sofrimento fetal”, que pode levar os pais a imaginar coisas terríveis, os médicos poderiam usar apenas “mudanças no ritmo cardíaco do bebê”. Claro que ambos são assustadores, mas um pode ser menos que o outro. “Ela está com 7cm” também poderia ser trocado para “A (nome da mãe) está com 7cm de dilatação”.

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A ideia pode parecer meio absurda ou desnecessária, mas o objeto é criar um ambiente mais acolhedor e claro para a mãe, onde ela não vá ficar mais nervosa do que já está e ainda poderá entender o que está acontecendo durante todo o processo. Estudo publicado no periódico especializado “British Medical Journal” no mês passado aponta, inclusive, que uma linguagem clara e positiva pode até mesmo reduzir o número de cesarianas. 

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