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Rheann MacLaren levou o filho Harry, de três anos, a uma loja de brinquedos e o menino se interessou pela sessão "feminina"

Uma atitude tomada pela escocesa Rheann MacLaren faz pensar na divisão do que é para menina e do que é para menino feita pela sociedade. Rheann levou o filho Harry, de três anos, a uma loja de brinquedos e o menino se interessou pela parte da loja onde estavam os brinquedos rosas, considerados femininos. A mãe contou toda a cena em sua página no Facebook. 

Rheann e o filho Harry
Reprodução Facebook
Rheann e o filho Harry

Harry empurrando o carrinho
Reprodução Facebook
Harry empurrando o carrinho

Harry estava olhando os brinquedos e quando escolheu o que queria - um carrinho de boneca rosa - começou a brincar pela loja todo animado. Nisso, uma mulher chegou e disse para ele: "Não! Você não quer esse, ele é feito apenas para meninas. Ele é todo rosa e feminino. Tem carros e dinossauros logo ali. Por que você quer um brinquedo feminino?". 

Rheann disse que entrou em estado de choque e antes mesmo de conseguir formular qualquer resposta, Harry se adiantou. "Porque eu gosto desse", falou o pequeno. Simples assim.

Naquele instante, a mãe deixou passa, mas depois usou a rede social para fazer um desabafo. 

"Cliente da loja de brinquedos: eu percebi os olhares que dirigiram ao meu filho enquanto ele escolhia e brincava com um carrinho de bonecas. Escutei sua tentativa de questionar o meu filho e a escolha que ele havia feito... Não é sobre a cor, as etiquetas que estão por trás ou a visão que se tem disso. É sobre meu filho ter olhado para o carrinho e achado um brinquedo legal para brincar", escreveu Rheann. 

"Ele o empurrou durante todo o caminho da loja até em casa e me disse orgulhoso como colocaria sua boneca sentada nele e a levaria para todos os lugares. Sim, porque ele tem uma boneca também", continuou a mãe.

"Mas os brinquedos que ele mais gosta são os carrinhos, os caminhões e o ônibus. Meu filho vai crescer um menino bem informado, aceitando que não precisa se sentir pressionado e muito menos concordar com o estereótipo de gêneros", compartilhou Rheann no Facebook.