Gabriela Prioli revela ue tem síndrome de impostora
Reprodução/Instagram
Gabriela Prioli revela ue tem síndrome de impostora


Em novembro deste ano, a apresentadora Gabriela Prioli compartilhou com seus seguidores no Instagram que sofre da síndrome da impostora , termo que tem sido usado para descrever a insegurança que mulheres - muitas vezes bem-sucedidas - sentem em relação à suas capacidades profissionais.

A advogada contou quen passou por isso durante a faculdade  e lidava com essa sensação até hoje, mas que estava aprendendo a controlar. "Gente, eu sofro com a síndrome de impostora até hoje. É que eu sei controlar, mas eu acho normal", afirmou.



Érika Almeida, psicóloga, neuropsicóloga e responsável técnica da clínica Grupo Reinserir Psicologia, explica que a síndrome da impostora é um termo usado para denominar pessoas que não reconhecem seu próprio valor ou sua própria capacidade, principalmente no ambiente de trabalho.


“Como é um termo utilizado no ambiente de trabalho, ele é muito mais usado por mulheres, muito por conta do contexto delas. Entrar no mercado de trabalho muito depois dos homens, tendo redução salarial mesmo tendo o mesmo cargo. Ela acha que não tem a capacidade de alcançar seus objetivos”, completa a especialista. 

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Porque a síndrome de impostor é mais comum nas mulheres?


O psicanalista Ronaldo Coelho explica que para saber se você está passando por isso, o primeiro sinal é o sentimento de fraude, não merecimento pela função que exerce, sentimento que é menos capacitada, achando sempre que é uma farsa. 



Érika completa dizendo que é mais comum nas mulheres por conta da estrutura social. Ao invés de ficar feliz pelas conquistas, elas acham que só estão ali porque não acharam outra pessoa. “Ela evita riscos porque acha que lá não é um lugar dela, que é de fato uma impostora, uma fraude, ela tem medo de ser desmacarada”, acrescenta a psicóloga. 


Como tratar a síndrome? 


O primeiro passo, segundo os especialistas é falar com sua rede de apoio que você está sentindo isso. Pode ser com a família ou amigos, para entender se aquele sentimento de não pertencer em algum lugar realmente é real ou se você está se sabotando. 



O segundo passo seria a psicoterapia, onde será possível configurar de modo singular a rede de sentidos que produzem esse sentimento que muitas vezes paralisa, impede de conseguir promoções no trabalho ou se desenvolver, mesmo quando as capacidades são realmente perceptíveis e reconhecidas pelos pares.

“É importante reconhecer que quando se ocupa um lugar que antes não se imaginava ocupar, o sentimento de ser uma fraude pode lhe acometer. Estar acompanhada num bom processo psicoterápico ajudará a enfrentar os medos, os receios e a cuidar do que é necessário para poder seguir de maneira sólida em direção à própria felicidade sem abandonar as pessoas e coisas mais importantes da vida”, encerra Coelho. 

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