'Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa', 'Lovecraft Country', 'Bom Dia, Verônica' e 'O Gambito da Rainha' foram algumas das produções mais populares de 2020
Montagem/divulgação
'Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa', 'Lovecraft Country', 'Bom Dia, Verônica' e 'O Gambito da Rainha' foram algumas das produções mais populares de 2020


Em um ano em que o mundo ficou confinado em casa, as  séries e filmes foram aliados determinantes para entreter, confortar e divertir as pessoas. E se tem uma coisa que 2020 não deixou faltar foram ótimos lançamentos protagonizados por mulheres.

Poucos desses lançamentos chegaram a ir para a grande tela, como  Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa . Mas muitas novidades foram parar diretamente nos streamings ou canais de televisão e   recordes, como O Gambito da Rainha, Lovecraft Country e a brasileira Bom Dia, Verônica.


Não foi só em frente às câmeras que as mulheres fizeram trabalhos memoráveis, mas muitas produções citadas na lista do iG Delas foram criadas, dirigidas ou roteirizadas por mulheres. Relembre 13 títulos lançados em 2020 que contou histórias poderosas sobre mulheres.

Bom Dia, Verônica


Baseada no livro de Raphael Montes e Ilana Casoy , a série da Netflix fez sucesso ao retratar uma escrivã da Delegacia de Homicídios que passa a investigar casos de feminicídio e abuso sexual.

Verônica Torres (Tainá Müller) é uma personagem forte, determinada e muito relacionável, já que precisa lutar pelas vítimas e, ao mesmo tempo, com seus demônios internos. Além disso, a trama apresenta uma história de relacionamento abusivo e violência doméstica com os personagens Janete (Camila Morgado) e Cláudio Brandão (Eduardo Moscovis), um serial killer.

Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa


O filme dirigido por Cathy Yan une forte elenco feminino , cenas de ação, figurinos incríveis. O enredo fala de emancipação e parceria entre mulheres.

Aves de Rapina traz de volta a atmosfera de Gotham City para uma história sobre Arlequina (Margot Robbie) após seu término com o Coringa. Após descobrir que o vilão Máscara Negra (Ewan McGregor) quer sua morte, ela precisa se unir a um grupo de mulheres para destruí-lo.

I May Destroy You


Considerada uma das séries do ano, a trama da HBO aborda temas como estupro, assédio sexual trauma e  stealthing (quando a camisinha é retirada no sexo sem permissão de outra pessoa) com originalidade e de forma envolvente.

A personagem principal, Arabella Essiedu (interpretada por Michaela Coel, que também é roteirista e codiretora da série) é uma escritora e influenciadora digital festeira e mega divertida. Após ser violentada sexualmente e não se lembrar de nada, a protagonista vai reconstruindo o fato e reavaliando sua própria vida. A série consegue dosar a tensão com momentos divertidos e dá foco para o laço de amizade e afeto entre a protagonista e sua melhor amiga, Terry Pratchard (Weruche Opia).

Pequenos Incêndios por Toda Parte

A minissérie apresenta Elena Richardson (Reese Witherspoon), jornalista parte da nata da cidade de Shaker Heights, em Ohio, e Mia Warren (Kerry Washington), uma artista que vive uma vida de nômade e vive em um carro com sua filha. Os episódios discutem a relação entre as protagonistas e evidencia diferenças raciais e de classe nas ações e discursos de ambas. Além disso, é muito eficaz ao explorar o racismo disfarçado de caridade, privilégios e meritocracia.

Lovecraft Country


A série criada por Misha Green é ousada ao resgatar a obra de horror cósmico de H. P. Lovecraft (hoje criticado pelo teor racista de suas obras) e transformá-la em um conto sobre a comunidade negra dos Estados Unidos em meio às políticas de segregação. Além da vasta representatividade negra, Lovecraft Country apresenta ao público mulheres fortes e densas, como Letitia Lewis (Jurnee Smollett), uma ativista destemida e idealista, Ruby Baptiste (Wunmi Mosaku), uma cantora independente e ambiciosa, e Hippolyta Freeman (Aunjanue Ellis), uma astrônoma inteligente e curiosa.

Black is King

Beyoncé sempre consegue alguma maneira de ser o assunto do ano. Nos últimos anos, ela tem feito isso com músicas e trabalhos audiovisuais que abordam as vivências do povo negro. Em Black Is King , seu álbum audiovisual disponível no Disney+, a artista fez uma versão afrofuturista de O Rei Leão. A valorização da mulher negra é um dos pontos explorados por Bey, seja nas letras, nas caracterizações e simbolismos ou divulgando o trabalho de outras artistas negras. O ápice desse momento é o ato da canção ‘Brown Skin Girl’, que celebra a beleza e a força da mulher negra.

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Mrs. America



"Não posso decepcionar minhas garotas".

A série estrelada por Cate Blanchett fala sobre a ativista Phyllis Schlafly (1924 - 2016), uma ativista conservadora que, nos anos 1970, se posicionou contra o crescimento dos movimentos feministas nos Estados Unidos. Para fazer isso, ela chegou a fundar um grupo conservador chamado Eagle Forum, que tinha mais de 80 mil afiliados. Mrs. America aborda temas complexos que vão desde machismo e conservadorismo até maternidade e competitividade, passando pelas disputas internas do movimento feministas em questões como maternidade, orientação sexual e raça.

Crip Camp: Revolução Pela Inclusão


Judith Heumann, ativista e líder da comunidade de pessoas com deficiência (PcD) nos Estados Unidos é uma das personagens centrais do documentário ‘Crip Camp: Revolução Pela Inclusão’. Ela foi organizadora da Ocupação 504, em que 150 ativistas ocuparam o prédio da secretaria de Saúde, Educação e Bem-Estar Social, em São Francisco, por 28 dias, o que resultou na criação da Lei dos Americanos com Deficiência. O filme foi produzido por Michelle e Barack Obama.

Lost Girls: Os Crimes de Long Island


Amy Ryan interpreta Mari Gilbert, uma mulher desesperada em busca de sua filha desaparecida, Sherre Gilbert (Thomasin McKenzie). Mesmo silenciada pelas autoridades, que parecem não querer investigar o crime, ela inicia sua própria busca de informações e acaba encontrando casos de assassinato e desaparecimento de trabalhadoras sexuais. Mari se torna uma voz ativa para conseguir justiça para essas mulheres e para sua filha.

O Gambito da Rainha

Estrelada pela atriz Anya Taylor-Joy, a série se tornou a mais assistida da Netflix em apenas um mês. Ela interpreta Beth Harmon, uma jovem enxadrista que tem um grande potencial e dedicação para o xadrez, esporte em que a maior parte dos jogadores é homem. Suas facetas no jogo, sua personalidade calculista e sua vida traumática prendem a atenção do espectador. Para somar a isso,  O Gambito da Rainha também trata sobre vício, saúde mental e síndrome da impostora.

Eu Nunca…


Os dez episódios da primeira temporada da série são baseados em memórias da infância de Mindy Kaling, uma das criadoras. Eu Nunca… retrata o dia a dia de Devi Vishwakumar (Maitreyi Ramakrishnan), uma adolescente americana filha de indianos. O ponto central da é a maneira como Devi lida com questões como amizade, luto e a adolescência.

Você Nem Imagina

A comédia romântica adolescente da Netflix fala sobre Ellie Chu (Leah Lewis), uma jovem garota lésbica que, apaixonada por uma das garotas mais populares da escola, decide se passar por um garoto para conhecê-la melhor. Dirigido por Alice Wu, o longa trata de maneira divertida sobre autoconhecimento dentro da comunidade LGBTQIA+ e de descobrimento.

A Vida e a História de Madam C.J. Walker


A minissérie estrelada pela atriz Octavia Spencer conta a história e ascensão da empresária, filantropa e ativista C. J. Walker (1867 - 1919). Ela se tornou a primeira mulher a se tornar uma milionária nos Estados Unidos ao vender produtos reparadores de cabelos voltados para mulheres negras. Posteriormente, o negócio se tornou um salão de beleza e uma fábrica.

Bônus: Praia dos Ossos - Podcast

Narrado pela repórter Branca Vianna,  os episódios de Praia dos Ossos resgatam o assassinato da socialite mineira Ângela Diniz, que não resistiu após levar quatro tiros disparados pelo namorado, Doca Street. O documentário em áudio usa o caso para falar sobre violência contra a mulher, violência doméstica e feminicídio.

Bônus: The Last Of Us Parte II - Jogo


A primeira parte de The Last Of Us ficou marcada na cabeça dos fãs de videogame como um dos melhores jogos da atualidade. A segunda parte da aventura se aprofunda nas habilidades e história de Ellie (Ashley Johnson), a parceira de Joel (Troy Baker) na Parte I. São apresentadas duas novas personagens femininas importantes: Dina (Shannon Woodward), que se torna par romântico de Ellie, e Abby (Laura Bailey), uma soldado que quer vingar a morte de seu pai. A segunda parte explora mais sobre as motivações dessas mulheres e acompanha suas histórias de perda e vulnerabilidade, mas também de resiliência, sacrifício e coragem.

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