Tamanho do texto

A mulher costuma negociar o valor da mesada e se vai ter uma relação íntima com o sugar daddy a partir do terceiro encontro, mas quer ter algo mais sério

A australiana Samantha, de 45 anos de idade, que vive em Londres, é uma sugar baby. O termo, em inglês, serve para se referir à mulheres que se relacionam com homens mais velhos, os sugar daddies, e recebem dinheiro por isso. A diferença no caso de Samantha é que ela não vive um, mas quatro  relacionamentos sugar ao mesmo tempo. 

Fotos de Samantha arrow-options
Reprodução/The Sun
Como sugar baby, Samantha chega a receber de 4 a 8 mil reais por mês, além de presentes, jantares e viagens

Ao jornal The Sun , Samantha conta que chega a receber entre 1 e 2 mil libras esterlinas (cerca de R$4 e 8 mil) por mês, o que resulta em mais de R$83 mil reais por ano. Ela começou a vida de sugar baby através de um site especializado há dois anos, depois de se separar do ex-marido.

"A maioria dos 15 homens que já saí trabalham na área de finanças e tem entre 36 e 60 anos. Eles são ricos, a maioria deles milionários", conta ao jornal. Além do dinheiro, ela fala que já ganhou roupas de marca, um carro e até viajou com um  sugar daddy  .

Apesar de não se considerar uma "baby" por causa da idade, a mulher afirma que ama ter um relacionamento e, por isso, começou a usar o site — e não se incomoda com os julgamentos.  "Estou solteira por três anos e comecei a usar o site [de relacionamento sugar] porque sentia falta de ter uma companhia masculina, e do lado físico também." 

"Se as pessoas me julgarem é problema delas não meu. Estou vivendo a minha melhor fase, indo para lugares incríveis, sendo tratada como uma rainha e indo em jantares que nunca poderia pagar com meu próprio dinheiro. Não estou fazendo mal a ninguém, é minha vida", comenta. 

Leia também: Eu estava desesperada, diz jovem que foi "sugar baby" para pagar sua faculdade

A experiência de Samantha como sugar baby

"O encontro mais memorável que eu tive foi essa viagem para Paris, com um passeio de barco pelo Rio Sena — foi nosso quarto encontro. Fomos passar um final de semana lá e tudo era tão bonito. Já me levaram para lojas de grife, como a Dior, para comprar bolsas e acessórios. Me deram uma Range Rover. Não perguntei o quanto custou, isso seria falta de educação", diz. 

Apesar de todos os presentes, Samantha afirma que não é materialista. "Gosto de coisas simples, como um piquenique no parque. Prefiro receber o dinheiro que me ajuda com meus gastos de vida do que presentes, não sou tão ligada aos bens materiais." 

A política da australiana é só cobrar depois do terceiro encontro, que é o que ela considera o tempo para "quebrar o gelo" e ver se realmente tem uma conexão com o "daddy". "Depois de sair algumas vezes, combinamos um valor mensal. Não exijo uma quantidade, nós negociamos." 

Segundo ela, cada homem é diferente — inclusive quando o assunto é ter intimidade. "Entre o terceiro e quarto encontro nós decidimos se queremos ser íntimos, geralmente depois de um jantar e champagne. Eles esperam ter algo íntimo, mas que homem não espera quando usa qualquer tipo de site de relacionamento? Não há diferença que eu estou sendo paga", finaliza. 

Samantha afirma que hoje mantém  relações casuais com três dos quatro homens com quem sai. Divorciada há três anos e sendo sugar baby há dois, ela quer ter algo mais sério do que um relacionamento sugar e espera conseguir isso com um dos "daddies" que sai.