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Aos 38 anos, a americana relata o preconceito que sofreu depois que a doença passou a se desenvolver e os xingamentos recebidos ao longo da vida

Iomikoe Johnson, de 38 anos, da cidade de Lake Charles, em Louisiana, nos Estados Unidos, começou a desenvolver vitiligo aos 25. Na época, a jovem enfrentou piadas racistas e sofreu preconceito por conta de sua condição de pele . Algumas pessoas, inclusive, chegaram a dizer que ela não era realmente negra e a apelidaram de “dálmata” e “vaca”.

A americana Iomikoe Woods desenvolveu vitiligo aos 26 anos e, agora, quer inspirar outras pessoas com a condição de pele
Reprodução/Instagram/iomikoejohnson
A americana Iomikoe Woods desenvolveu vitiligo aos 26 anos e, agora, quer inspirar outras pessoas com a condição de pele

O bullying sofrido durante anos serviu como motivação para seguir uma carreira de modelo bem-sucedida. O objetivo é redefinir os ideais de beleza e inspirar pessoas que vivem com vitiligo , assim como sua grande inspiração, a supermodelo Winnie Harlow, de 24 anos e que também possui a doença.

“Alguns dos comentários que recebi foram desrespeitosos. Essas palavras me machucaram quando adulta, só posso imaginar o que elas fariam a uma criança ou adolescente ”, diz ao The Sun . As manchas começaram a surgir embaixo do braço e logo irá atingir o corpo todo, deixando-a totalmente branca.

Iomikoe ainda agradece pelo apoio que recebe da família. Ela é casada e tem quatro filhos. “Estou confiante em quem sou e tenho um sistema de apoio que me construiu para conhecer o meu valor. Nem toda pessoa tem isso. Vitiligo não é uma maldição. É um presente para mostrar à sociedade que nenhuma raça é melhor que a outra e que Deus fez tudo bonito”, declara.

A missão da americana é mostrar aos outros que, só porque são “diferentes”, isso não significa que não sejam bonitos. “Estou inspirando outros que se parecem comigo ou são diferentes como eu a amar a pele em que estão, não importa o que as pessoas estúpidas tenham a dizer. Eles podem fazer qualquer coisa que queiram. O verdadeiro poder vem de dentro. O que há de errado com a beleza natural?”, expõe.

Duas filhas, Shianna, de 21 anos, e Amaya, de 19 anos, resolveram percorrer o mesmo trajeto de vida da mãe e ingressar na carreira de modelo . "Isso me deixa muito orgulhosa. Faz meu coração sorrir ao vê-las seguir meus passos. Eu digo a ambas o tempo todo: vocês podem realizar qualquer coisa que definirem em suas mente”, incentiva.

Modelo com vitiligo vai lançar livro

A modelo irá lançar um livro que fala sobre uma adolescente que começou a ter vitiligo no primeiro ano do ensino médio
Reprodução/Instagram/iomikoejohnson
A modelo irá lançar um livro que fala sobre uma adolescente que começou a ter vitiligo no primeiro ano do ensino médio

Em “The Spotted Girl Who Empowered the World” (algo como “A Garota Manchada Que Empoderou o Mundo”, em tradução para o português), a modelo escreve sobre uma menina em seu primeiro ano do ensino médio que desenvolve a condição. 

Na obra, a personagem sofre problemas de bullying e de aceitação do corpo quando sua pele começa a perder pigmento, antes de perceber que ela tem um sistema de apoio de familiares e amigos que podem ajudá-la – assim como foi o caso de Iomikoe.

Além de  inspirar outras pessoas com com vitiligo , ela quer ajudar qualquer um que ache que não se encaixa nos ideais corporais vistos como adequados pela sociedade. “Se eu posso fazer isso, você também pode. Acreditar em si mesmo e amar a pele em que você está”, finaliza.

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