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"Sem pensar no porquê, eu fiz isso", relata a influenciadora sueca Maxinne Björk depois de cobrir rosto, ombros e seios com sangue de menstruação

Com 46 mil seguidores no Instagram, a sueca Maxinne Björk costuma usar as redes sociais para compartilhar as próprias experiências de autodescoberta através da  prática de ioga e do contato com a natureza na cidade onde vive, em Bali, Indonésia. Recentemente, ela mostrou que havia encontrado outra forma de amar a si mesma: fazendo um ritual com sangue menstrual. 

Maxinne Björk publicou uma foto após fazer ritual com sangue menstrual, com o corpo coberto do líquido vermelho
Reprodução/Instagram/maxinnebjork
Maxinne Björk publicou uma foto após fazer ritual com sangue menstrual, com o corpo coberto do líquido vermelho

No Instagram, Maxinne explica como teve a ideia para o  ritual com sangue menstrual : "Hoje, após um dia muito produtivo e divertido, eu cheguei em casa muito emocional e com muitos pensamentos que precisei deixar de lado porque não conseguiria lidar agora. Sentei, respirei fundo e, de repente, senti uma vontade imensa de me cobrir com meus fluídos naturais enquanto mulher. Então, sem pensar no porquê, eu fiz isso", disse na legenda da foto.

A influenciadora conta que cobriu ombros, seios e rosto com sangue e, depois, rolou pelada na grama do jardim que tem em casa. "Cheirei a terra e comecei a chorar intensamente. De felicidade e tristeza. Depois de chorar, comecei a rir", diz. Segundo ela, que relata estar passando por problemas familiares, a vida se resume à aceitação e amor — e é exatamente isso que quis mostrar com o "ritual". 

A foto recebeu mais de 3 mil curtidas e milhares de comentários, muitos de pessoas criticando a prática de passar sangue mentrual na pele. Apesar de ter desativado os comentários da publicação, Maxinne chegou a responder os "haters".

"É interessante como as pessoas não conseguem aceitar que somos diferentes e temos visões distintas do mundo. Não estou pedindo que pensem como eu, mas quero me expressar com as minhas ações para que as pessoas escutem seus corações e façam o que sintam que é certo para elas, mesmo que não fuja à regra. É por isso que eu uso as redes sociais, quero mostrar como vivo para que as pessoas se sintam inspiradas a viver como querem", escreveu. 

Ritual com sangue mentrual toma conta das redes sociais

Para Yazmina Jades, o ritual com sangue menstrual é uma forma de compreender melhor esse momento da mulher
Reprodução/Instagram/yazmina.jade
Para Yazmina Jades, o ritual com sangue menstrual é uma forma de compreender melhor esse momento da mulher

Apesar da postagem polêmica, Maxinne não é a única mulher a tentar rituais com sangue mentrual. No início do ano, a "coach" de empoderamento feminino Yazmina Jades publicou uma  foto no Instagram com o rosto pintado de sangue e, na legenda, contou que até os 20 anos de idade não gostava de quando estava menstruada. 

"Não havia instruções sobre o que acontece quando você sangra e como me nutrir ou cuidar de mim mesma durante este tempo sagrado do mês. Levei anos para perceber que o sangramento é um ritual sagrado, para cada mulher se descobrir, se soltar, criar, e usar essa manifestação poderosa para honrar o poder do ventre e da mãe terra", escreveu. 

Assim, usar o sangue menstrual para cobrir o corpo, na visão de Yazmina, é uma forma de entender esse período e se conectar com o próprio corpo, se amando e se respeitando. "Foi uma jornada completa, só tocando na superfície do poder do sangue", finalizou.

Recentemente, o Delas também abordou como as  máscaras faciais feitas da menstruação estão se popularizando entre as mulheres. Apesar de não ser exatamente um ritual com sangue menstrual , quem testou também afirma que a prática fez diferença. 

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