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"É fácil esquecer que as fotos publicadas são editadas. Isso faz com que você pense que nunca é bom, bonito ou magro o suficiente", afirma Lyndi Cohen

É muito comum ver fotos que passaram por algum processo de edição nas redes sociais , tanto que, muitas vezes, os retoques passam despercebidos e muita gente acredita que aquela pessoa realmente tem um "corpo perfeito". Para questionar essa noção sobre os padrões de beleza, a nutricionista Lyndi Cohen, que é influenciadora e ativista do movimento "body-positive" no Instagram, decidiu propor um desafios aos seus 62 mil seguidores. 

Lyndi Cohen decidiu fazer o experimento social com seus seguidores para verificar a noção sobre padrões de beleza
Reprodução/Instagram/nude_nutritionist/
Lyndi Cohen decidiu fazer o experimento social com seus seguidores para verificar a noção sobre padrões de beleza


Em publicação no Instagram, ela conta que fez um "experimento social" e pediu que as pessoas que a seguiam nas redes editassem algumas de suas fotos, da forma que quisessem, para deixá-la "mais bonita". "Sem me perguntarem, todos eles me deixaram mais magra", disse. Essa conclusão, fez com que ela se perguntasse sobre como os padrões de beleza estão presentes na sociedade, mesmo sem mencioná-los. 

"Eles removeram a minha marca de nascença e até deixaram minha estrutura óssea menor. Eles criaram uma imagem do que eles acharam ser 'lindo e saudável' e o resultado me preocupa. Quando vemos tantas fotos editadas de pessoas que já são magras é difícil pensar em beleza ou saúde como algo além disso." 

"Comparando as fotos de antes e depois, você pode ver o quanto eles me mudaram. O problema é que na vida real, você só vê as fotos de 'depois'. É muito fácil esquecer que quase todas as fotos publicadas são editadas. Isso faz com que você pense que nunca é bom, bonito ou magro o suficiente — então você passa o resto da sua vida se sentindo culpado por comer mais do que queria ou odiando a si mesmo porque não saiu bem em uma foto. Precisamos parar de perseguir objetivos que não existem", afirma. 


Lyndi então questiona os seguidores: "E se você visse mais corpos como o meu nas revistas, televisão ou redes sociais? Você acharia mais fácil de se aceitar? Pra mim, definitivamente, sim." Segundo a influenciadora, ela não se enxerga como "plus size", nem como "tamanho de modelo", mas como um biotipo "médio". 

"Eu sou extremamente saudável. Me alimento bem e pratico atividades físicas. Mesmo assim, não consigo ver corpos como o meu, sem retoques  , na mídia. Por causa disso, passamos a vida pensando que estar saudável significa ter uma certa aparência, mas não importa o quanto você se exercite ou a sua alimentação, você nunca vai parecer com as imagens editadas que vê nas revistas ou nas redes sociais", comenta.

Ao questionar padrões de beleza, influenciadora fala sobre aceitação

Lyndi também fala sobre aceitar o próprio corpo como ele é, para além dos padrões de beleza das redes sociais
Reprodução/Instagram/nude_nutritionist/
Lyndi também fala sobre aceitar o próprio corpo como ele é, para além dos padrões de beleza das redes sociais


Além de questionar sobre a noção de "beleza" que as pessoas têm, Lyndi também aborda a questão da autoaceitação. "Eu digo a vocês, meus amigos... não existe nada errado com a minha estrutura óssea, com a minha  marca de nascença  ou com a minha barriga em sua forma natural. Minhas gordurinhas não são o problema, a obsessão da nossa cultura sobre edição de fotos e a 'magreza ideal' é o problema", diz. 

"Em vez de tentar perseguir os padrões de beleza inexistentes, devemos mudar nossas expectativas, para encontrarmos a felicidade em um corpo normal e saudável. Vamos tornar o mundo um lugar melhor para que as próximas gerações passem menos tempo obcecadas por dieta e se dediquem a encontrar a felicidade sendo elas mesmas", finaliza.

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