Uma jovem foi diagnosticada com um caso tão grave de endometriose , condição em que o endométrio cresce para fora do útero, que os médicos decidiram induzir a menopausa em seu corpo com a ajuda de remédios, aos 22 anos.

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A menopausa de Katy deve ser temporária, visto que tratamento dura apenas três meses antes que ela possa operar


A escocesa Katy Johnston sofria por conta da condição: dores intensas provocavam vômitos e a deixavam incapacitada. Buscando diversos profissionais, lhe disseram que seu caso era um dos mais graves que já haviam visto e, por isso, acharam melhor induzir a menopausa em seu corpo com supressores hormonais.

A medida visa preparar Katy para realizar uma laparoscopia, cirurgia que “raspa” o excesso de tecido ao redor do útero da jovem e remove os cistos que se formam. Aliviada, ela diz ter convivido com a doença desde os 16 anos, mas foi diagnosticada só no ano passado.

“Eu sempre atribuí minhas cólicas horríveis à consequência natural de ser mulher. Demorei anos para perceber que não era para ser assim. A dor era tão intensa que eu perdia aulas na escola e depois na universidade. Chegou num ponto em que a dor me fazia desmaiar, passava dias em casa sem conseguir me mexer direito, vomitava seis ou sete vezes por dia. Era horrível”, contou ela ao “The Sun”.

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Quando foi examinar a fundo o que estava acontecendo, exames revelaram que ela tinha quatro cistos grandes, um coágulo que havia grudado parte de seu intestino ao útero, estágio quatro de endometriose e uma de suas trompas havia inchado até ficar do tamanho do próprio útero. “Os médicos disseram que era um dos casos mais graves que eles já haviam visto”.

Compartilhando experiências

Com um caso tão extremo e sabendo que uma a cada dez mulheres na Escócia sofre com endometriose, Katy decidiu criar uma conta no Instagram para conscientizar mulheres sobre a condição, já que ela mesma passou anos sofrendo por não entender o que estava se passando com seu corpo.

A conta se chama Endo Silence Scotland. Nela, Katy busca romper com o tabu que cerca a menstruação para estimular que as mulheres falem e se conectem com os seus ciclos, a fim de que saibam reconhecer sintomas anormais. Ela também compartilha as histórias de outras mulheres que lutam contra a endometriose.

Além disso, na rede social ela detalha o tratamento que está fazendo: três meses de supressores de homônio que devem “pausar” o funcionamento de seus ovários. Ao “The Sun”, Katy revelou que torce para que o tratamento não a impeça de engravidar no futuro e que, apesar de ser o melhor tratamento até o momento, ele tem seus efeitos negativos.

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Além de ter a menopausa adiantada, a jovem precisa enfrentar ansiedade, tonturas, náuseas e ondas de calor, consequências da falta de hormônios. “Mas sou grata, a alternativa a isso era muito pior”.

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