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Para Lyubov Morekhdova, viver sozinha às margens do lago Baikal na Sibéria, é sinônimo de felicidade: 'me traz alegria e me deixa de bom humor'

Casa de repouso? Nem pensar! A senhora de 76 anos Lyubov Morekhodova escolheu passar sua aposentadoria vivendo sozinha numa casa às margens do lago Baikal, na Sibéria , patinando no gelo, rebanhando gado e fazendo artesanato.

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Lyubov Morekhodova vive sozinha na Sibéria e passa seus dias cuidando de seus animais e fazendo artesanato
Reprodução
Lyubov Morekhodova vive sozinha na Sibéria e passa seus dias cuidando de seus animais e fazendo artesanato


Lyubov cresceu na região, mas se mudou para a cidade quando era jovem para estudar e trabalhar como engenheira. Ao se aposentar, ela voltou para o lago com o marido, e decidiu permanecer lá, sozinha , mesmo após a morte do companheiro, em 2011.

Durante o verão, a senhora recebe visitas do filho, netos e sobrinhos, que sempre tentam convencê-la a voltar para a cidade e se mudar para perto deles.

“Eu tenho tudo aqui. Eu sei que a vida é dura, mas meus pais trabalharam muito para viver aqui, então como posso deixar isso tudo?”, questinou ela em entrevista ao site “Bored Panda”.

Rotina

Morando na Sibéria, a rotina da senhora gira em torno de cuidar de seus animais: cães, um gato, galinhas e vacas, e patinar. Ela acorda às 5h30 da manhã todos os dias para deixar o gado sair para pastar pelas margens do rio. Para rebanhá-lo no fim do dia, ela patina pelo lago para alcançar os animais mais rapidamente.

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Os “patins”, que nada mais são do que um suporte de madeira com uma lâminas e cordas, foram feitos pelo pai de Lyubov em 1943. “Veja o quanto duraram, como foram bem feitos”, ela se orgulha em dizer.

Além disso, ela também gosta de fazer artesanato e costurar. Lyubov já chegou até a inscrever algumas de suas obras em concursos locais e ganhou alguns prêmios.

Preservação

Mais do que só morar, Lyubov se tornou quase uma protetora do Baikal. No verão, a região atrai muitos turistas e, consequentemente, muito lixo. Ela faz questão de alertar os turistas a descartarem corretamente o lixo para que ele não acabe poluindo o lago.

Para ela, cuidar do ambiente que ela tanto ama também é parte de suas responsabilidades, porque ela também se aproveita dos recursos e não pretende deixar o local.

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“Eu sento sozinha na minha cozinha e olho para tudo isso. Viver aqui me traz alegria, me deixa de bom humor e eu sempre penso que se alguém sentasse ao meu lado nesse momento diria: ‘quanta beleza!’.”

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