A inatividade deve ser evitada, mas tentar ocupar todo o tempo disponível com atividades cansativas também não ajuda

Qual a forma ideal para “aproveitar” o tempo? Não há. Ideal é pensar em alternativas que atendam aspirações individuais. “Esse período pode ser preenchido com atividades culturais, retomada dos estudos, um novo trabalho”, enumera considera Marisa Aciolly, professora de gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP

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O médico Wilson Jacob Filho diz que é fundamental não perder de vista a condição de pertencente à sociedade. “Não pode planejar algo incompatível com a condição física, psíquica, etária, social. É lógico que pode aprender coisas novas. Mas, se você nunca fez atividade esportiva na vida, não dá para querer correr uma maratona.”

Especialistas asseguram que, a despeito do fato de a aposentadoria ativa ser indispensável, o aposentado não deve preencher seu tempo com uma extenuante sequência de atividades. “Sempre verificamos o que a pessoa gostaria de fazer, não impomos nada”, adverte Marisa Accioly. Dentre as opções, ela destaca a grande procura por cursos de informática e cita a importância dos projetos de universidades abertas à terceira idade, em que não há provas de seleção ou avaliação.

Para Wilson Jacob Filho, o aposentado precisa se unir a pessoas que estão passando pela mesma situação, fazer parte de um grupo. “É preciso procurar centros de convivência das entidades de classe, de empresas”, exemplifica ele. “O básico é um tripé: uma vida ativa do ponto de visto físico, uma vida ativa do ponto de vista de inclusão social e uma nutrição adequada para atender essas demandas.”

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