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Intenção de Rebekah Marine era mostrar que ela é feliz do jeito que é; por conta de seu braço, norte-americana é conhecida como 'modelo biônica'

A norte-americana Rebekah Marine nasceu com simbractilia, uma deficiência que provoca a má formação dos membros superiores. No caso dela, o braço direito não se formou totalmente. Apesar de ser super confiante e trabalhar com modelo , ela sentiu que precisava vestir algo diferente para o dia de seu casamento, em vez da prótese que usa diariamente.

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Com prótese dourada, modelo 'biônica' quer mostrar que se aceita como é
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Com prótese dourada, modelo 'biônica' quer mostrar que se aceita como é


A modelo “biônica”, como é conhecida, optou por uma prótese dourada, que se destacasse em contraste com o vestido de noiva branco, para mostrar a todos que ela é feliz do jeito que é.

Desde a adolescência ela usa um modelo preto no braço, feito com tecnologia avançada para facilitar gestos, mas, quando ficou noiva, soube que queria usar algo diferente.

“Eu sabia que queria uma prótese especial para o casamento. Originalmente, eu gostei da ideia de usar um braço branco, mas aí percebi que ele iria se perder em meio ao meu vestido. Uma amiga me sugeriu o dourado. Então o desafio foi encontrar o tom certo de dourado porque eu não queria parecer o C-3PO [robô personagem da franquia ‘Star Wars’]”, contou ela ao "Yahoo".

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Lua de mel

Rebekah gostou tanto de seu braço dourado que ela o usou durante a lua de mel, no México, inclusive para ir à praia.

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“Eu usava óculos de sol e via as pessoas encarando, porque não sabiam que eu as estava vendo. Mas acho muito legal ver as pessoas chocadas com a prótese. Usá-la chama atenção, que é a minha intenção, e faz as pessoas quererem me perguntar sobre elas, o que é legal porque aí posso educá-las sobre a minha deficiência”, ressalta.

Orgulho

Mostrar a todos que ela tem orgulho de como é hoje é muito importante para Rebekah, que era muito insegura durante a infância e adolescência por conta de sua má formação. Ela acreditava que nunca poderia se casar porque ninguém se sentiria atraído por ela.

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“Eu também temia o casamento em si, porque temia que todos fossem ficar olhando para o meu braço. É incrível ver o quão longe eu cheguei”, afirma.

Conseguir se consolidar como modelo foi uma parte significativa dessa jornada. Ter uma carreira na área era seu sonho, mas ela era continuamente rejeitada por agências. “Quando percebiam minha deficiência, não me queriam. Já cheguei a ouvir que eu nunca tera um futuro como modelo”, conta.

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Mas ela não desistiu e, após alguns trabalhos menores, acabou sendo convidada para a Fashion Week de Nova Iorque em 2015, onde desfilou usando sua prótese de tecnologia avançada. Sua carreira decolou e hoje ela é conhecida como a modelo “biônica”.

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