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Eles são menos resistentes? São mais fáceis de manter? Criadores de marca que combina design e sustentabilidade respondem essas e outras dúvidas

Com o passar dos anos, a sustentabilidade se torna uma tendência cada vez maior, principalmente no mundo do decór e do design, com itens feitos a partir de materiais reutilizados ou fruto de reflorestamento. Há, porém, alguns mitos acerca desse tipo de mobiliário; não é incomum, por exemplo, encontrar pessoas que acham que móveis sustentáveis são descartáveis, frágeis e feios. Mas os irmãos Guilherme e Gabriel Ligieri, que fundaram a marca de design sustentável 2GL Design e Paisagismo em junho de 2016, estão aí para mostrar que não é bem assim. Com a ajuda de Guilherme, esclarecemos o que é mito e o que é verdade a respeito desse conceito:

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De acordo com Guilherme Ligieri, um dos fundadores da 2GL, móveis sustentáveis duram tanto quanto os convencionais
Divulgação/2GL Design e Paisagismo
De acordo com Guilherme Ligieri, um dos fundadores da 2GL, móveis sustentáveis duram tanto quanto os convencionais


1. Eles não duram tanto quanto móveis convencionais

Mentira! De acordo com Ligieri, tanto os móveis sustentáveis quanto os convencionais precisam de cuidados específicos para que tenham uma boa durabilidade. Ele afirma que é preciso prestar bastante atenção em como está o acabamento do móvel e, eventualmente, lixá-lo e utilizar produtos específicos em intervalos de dois a três anos (ou, dependendo da peça, de cinco a sete anos).

2. O modo de produção também é sustentável

Verdade! Segundo o designer, como a proposta da marca é – desde antes da fundação – ser inteiramente sustentável, não faz sentido criar um móvel ou item de decoração a partir de materiais reciclados e utilizar, por exemplo, solventes que não sejam à base de água na hora de fazer o acabamento.

Ligieri afirma que é comum os clientes pedirem algo que requer o uso de produtos não-sustentáveis, mas que, mesmo assim, eles não dão o braço a torcer. Segundo ele, ao mesmo tempo em que esse tipo de produto é danoso ao meio ambiente, eles também não são nada práticos. “Eles fazem muita sujeira, o pessoal precisa usar máscara, requerem solventes específicos para limpar, enquanto produtos à base de água precisam só de um pano úmido... Fabricantes e clientes saem ganhando”, conta.

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3. A fabricação deles é mais fácil

Não necessariamente. De acordo com Ligieri, é comum que fabricantes desse tipo de móvel lidem com madeira de demolição, ou seja, um material que já foi utilizado em outras construções, que está desgastado pelos efeitos do tempo, das forças da natureza e, muitas vezes, trazem pregos e outros objetos presos. O designer afirma que, sendo assim, às vezes esse tipo de móvel requer ainda mais trabalho que os convencionais.

Há, porém, materiais com os quais é bem mais fácil de se trabalhar, como é o caso dos pallets. Segundo o designer, a madeira utilizada para fazer os pallets – item que é base para sofás, hortas verticais e muito mais – é a pinus, a mesma utilizada para a fabricação de papel, mas com um tempo diferente de maturação. Sendo assim, é mais fácil trabalhar com ela do que com madeiras mais nobres.

4. Eles podem ser funcionais

Verdade! A proposta da 2GL não é apenas fabricar móveis, e sim fazê-lo de forma única e peculiar. “Sempre gostamos muito da parte funcional. A gente pensa em uma razão para aquilo estar no ambiente e tenta dar uma cara mais arrojada para essa solução”, comenta. Sendo assim, há, sim, itens de qualidade  com mais de uma função e que ainda unem o design à sustentabilidade.

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