Há quem esteja contando nos dedos os dias para voltar a sair e encontrar os "contatinhos". Mas como se comportar na volta dos encontros nessa nova fase pós-pandemia? Quais cuidados devem ser tomados para não correr o risco de se contaminar no sexo casual ?

casal
Pixabay/Reprodução
Converse abertamente sobre a pessoa com quem pretende se encontrar sobre hábitos de prevenção e possíveis sintomas


Para o sexógolo e urologista Danilo Galante, as precauções devem começar dias e até semanas antes de um encontro -- e é preciso ter consciência de que não será possível ter diversos encontros na mesma semana com pessoas diferentes. 

“Quando achar uma pessoa legal que queira encontrar, converse e procure saber se ela está com sintomas de gripe. Se estiver, adie o encontro para dali 15 dias. Se for possível fazer o exame para saber se está com Covid-19, melhor ainda. Tem um exame chamado PCR que é ótimo para saber se a pessoa está com Covid naquele momento, e os convênios já estão cobrindo”, recomenda o médico.

Os encontros serão mais comuns dentro de casa, pois são ambientes mais limpos e menos propícios à contaminação . Para isso, existirão algumas medidas básicas que deverão ser adotadas, conta do sexólogo. “Caso vá para a casa de uma pessoa, o combinado tem que ser você ir com um uma roupa, trocar essa roupa e tomar banho antes e depois do ato sexual”, diz Danilo.

Máscara durante o sexo?


Danilo Galante afirma ter expectativas realistas sobre as atividades sexuais pós-pandemia. Sabe que o sexo envolve muito mais que os toques nas partes íntimas, mas também abraços e beijos e, portanto, não acredita que dê para exigir o  uso de máscaras durante as relações sexuais.

“Na hora da relação sexual, se for possível usar máscara, ótimo, mas se não for, por que não usar antes e depois?”, questiona. 

Sobre as práticas mais arriscadas, vale lembrar das formas de contágio: boca, olhos e também a região anal, porque o vírus já foi encontrado em fezes. “Beijos e lambidas são os maiores transmissores. Evite colocar a boca e a língua na região anal, que é uma região de alta contaminação", diz o sexólogo.

"Mas, possivelmente, alguém vai dizer que não tem como transar sem essas atividades, então talvez evitar a frequência, o número de beijos... Não é a situação mais fácil para orientar”, assume Danilo.

Entretanto, uma coisa não mudou no sexo casual ou em qualquer outra relação: uso de preservativo continua sendo fundamental. 

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