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Os lubrificantes podem ajudar, e muito, a ter mais prazer e conforto na relação. Orientadoras sexual dá dicas de como usar e tira as dúvidas

Durante o sexo e as preliminares,  é muito interessante usar artifícios que facilitem a relação e ainda deem mais prazer tanto para o homem quanto para a mulher. Entre os produtinhos mais simples e cobiçados no mercado erótico estão o gel sensual e o lubrificante.

Lubrificante pode ser beijável e servir para outras coisas além de facilitar a penetração
Divulgação
Lubrificante pode ser beijável e servir para outras coisas além de facilitar a penetração

É comum confundir os produtos e pensar que eles têm a mesma função. “O gel tem mais a ver com a indústria do mercado erótico”, explica a orientadora sexual Nathalia Ziemkiewicz. O que muitos não sabem é que nem todo gel sensual tem as funções de um lubrificante .

Nathalia explica que o que caracteriza um lubrificante é ter o objetivo de reduzir o atrito, e por isso, ele tem compostos químicos específicos para tal função: “Ele tem pré-requisitos, tem que ser próprio para mucosa e têm uma consistência diferente para cumprir com a sua função”.

Já os diversos tipos de gel sensual, indicados para massagem e que são encontrados em qualquer sex shop, não são feitos necessariamente com tanta preocupação para locais como as mucosas da vulva e vagina, podendo gerar irritações.

Quando usar lubrificante?

“O lubrificante tem um estigma de ser usado só por gays ou para o sexo anal , mas isso é uma grande bobagem”, declara a orientadora sexual. Ela explica que apesar de a lubrificação da vagina ser natural, ela pode não existir – ou ser insuficiente – por vários motivos. “Algumas pessoas suam mais do que as outras, assim como têm mulheres com maior ou menor capacidade de lubrificação”, compara Nathalia, “e isso não significa que não estão com tesão ”.

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A mulher pode não produzir tanto o líquido lubrificante por questões naturais, por problemas hormonais ou quando a noite de prazer dura muito tempo, como comenta a especialista: “Nesses casos, às vezes o corpo não dá conta de produzir a lubrificação natural.”

Nathalia também explica que como a secreção da vagina é pouco consistente, ela seca mais rápido que o lubrificante industrializado.

E pouca lubrificação é até arriscado para as mulheres. Como o atrito entre o pênis e o canal vaginal – ou anal – é maior, pode gerar problemas, entre eles, desconforto e pequenas fissuras que provocam ardência, dores e até podem facilitar o surgimento de infecção urinária, de acordo com a orientadora sexual.

Quando usar o gel?

O gel é mais indicado para esquentar o clima da relação e fazer, por exemplo, massagens no parceiro durante as preliminares. Para tornar a brincadeira mais divertida, alguns produtos tem cheiros diferentes e dão sensações como de frio ou calor na região. 

Comestível ou beijável?

Se você já passeou por sex shops – reais ou virtuais – deve ter se deparado com estes termos nas embalagens de gel ou lubrificante íntimos.

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Nathalia tira as dúvidas e esclarece que comestível são aqueles os tipos de gel que lembram doces ou coberturas de sorvete. Ela explica que estes produtos podem ser realmente utilizados como alimentos.

Os que indicam na embalagem ser beijáveis podem ser lambidos e até engolidos em pequenas quantidades, normalmente durante o sexo oral por exemplo. Mas não são feitos para serem consumidos.

Nathalia ainda diz que o lubrificante quase sempre é do tipo beijável, por conta de sua composição química. Por isso, se quiser levar apenas um produto para a cama, essa é a melhor escolha. Dá para usá-lo como gel de massagem, “saborizador” para o sexo oral , e por fim, para facilitar e deixar a penetração mais prazerosa.

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